28.8.09

Quem são os verdadeiros ESPÍRITAS?

.

 Reconhece-se o verdadeiro Espírita

pela sua transformação moral,

e pelos esforços que faz para

domar suas más inclinações.

 

(Allan Kardec, ESE., XVII, 4)


Ponderando com Allan Kardec, torna-se simples definir quem é verdadeiro Espírita, afinal os podemos reconhecer pelos esforços que fazem em transformar-se em pessoas moralmente melhores e em domar suas más inclinações, geradas pelas imperfeições milenares que todos carregamos na alma imortal.


No entanto, embora o desejássemos, a temática é mais complexa do que podemos pensar inicialmente. Observando com um pouco de atenção, podemos facilmente reconhecer muitos “espíritas” ainda adormecidos perante suas responsabilidades, adquiridas através dos esclarecimentos que a Codificação oferta a 152 anos.


Vemos pessoas que se intitulam “espíritas” apenas porque são ávidas leitoras de Zíbia Gasparetto, apreciam o seriado “Médium”, assistiram a novela “A Viagem”, ou acreditam que viveram como Faraós ou Rainhas no Egito. Aliás, quando se designam de “espíritas” pode-se até respirar feliz, pois há quem se auto-intitule de kardecista, como se o Espírita seguisse a pessoa Kardec e não a obra dos Espíritos que ele codificou.


Há quem se diga “espírita” sem jamais ter lido O Livro dos Espíritos (LE) e O Evangelho Segundo o Espiritismo (ESE) - a Codificação toda, então, nem se comenta! -, e sem nunca ter se comprometido com o Evangelho no Lar, porque “esquece”, “algo dá errado” ou parece que está “falando sozinho”.


Há quem se afirme “espírita” mas ainda faz o “sinal da cruz”, diz “amém” ao final de suas preces, repete orações decoradas, chama Maria de virgem, bate cartão no cemitério em dia de Finados, batiza seus filhos em outra religião, por apego ao rito ou medo dele ser considerado “pagão”, e casa-se na igreja com a justificativa de que Deus está em todo lugar – e Ele está, mas é ilógico caminhar por duas estradas ao mesmo tempo, especialmente quando se contradizem no trajeto.


Há quem se diga “espírita” porque vai ao Centro Espírita buscar o passe e a água fluidificada, e de boa vontade, ouve a palestra esclarecedora sobre valores morais imprescindíveis à transformação íntima. E na saída compra ou empresta um romance, retornando ao lar certo de que fez tudo o que podia. Mas continua sendo assistido em vez de servidor.


Há “espíritas” que fazem de Bezerra de Menezes um Espírito santo, em vez de reconhecê-lo um incansável trabalhador do Bem que todos podemos imitar; que garantem que Chico Xavier foi Kardec; que fazem tietagem a Divaldo Pereira Franco; que pensam que André Luiz é Espírito superior e não vai mais encarnar na Terra; que leem admirados obras de autores que dizem que Espírito engravida; que se preocupam em saber se seus filhos são índigo ou cristal; que conseguem justificar sua ânsia por um bom filé mal passado através de O Livro dos Espíritos.


Há alguns pobres “espíritas” que se deixam levar pela vaidade, achando que são privilegiados por serem médiuns ou expositores, dirigentes de trabalhos ou de Centros Espíritas; que não saem do Centro sem uma psicografia do seu mentor, que usam o ESE como bíblia, e para o qual a assinatura de nome nobre em uma obra é garantia de verdade e por isso não precisa ser questionada.


O verdadeiro Espírita realmente o é, repetindo ainda uma vez a Kardec, reconhecido por sua transformação moral e pelos esforços em domar as más inclinações que ainda carrega. Mas também o é porque estuda a Codificação inteira e, além dela, busca completar seu conhecimento estudando outras obras sérias, discutindo, comparando, usando a razão, nada aceitando sem refletir a respeito.


O verdadeiro Espírita não deseja continuar a utilizar os apoios milenares que hoje chamamos (por sua função) de “muletas”, e que por séculos sustentaram-nos a fé cega, frágil e inconstante, muitas vezes manifestada apenas porque foi gerada pelo medo, não pela compreensão da Vida e amor ao Criador.


O verdadeiro Espírita não faz do passe uma necessidade, nem da água fluidificada uma vitamina diária. Não faz cara de ingênuo enquanto coloca o mesmo nome nos pedidos de vibrações de vários Centros, pensando que várias equipes de Espírito irão ajudar, em vez de uma só. E ele não é feito de açúcar, se está comprometido com o trabalho, não teme a chuva e o frio, cumprindo sempre com sua parte.


O verdadeiro Espírita não julga todas as dores como atestado de culpabilidade, porque sabe que além de expiações, também vivemos em provas. E ele sabe que é preciso confiar que não existem acasos, e sempre será o que deve ser, mas que neste contexto temos que agir com precaução, responsabilidade, resignação e coragem.


O verdadeiro Espírita não diz que não lê Ramatís porque alguém que também não leu lhe disse que ele é um Espírito pseudo-sábio, mas se concordar com essa ideia foi porque tirou suas próprias conclusões, da mesma forma que o faz com outros autores encarnados ou não. E não esquece da objetiva mensagem de Paulo de Tarso, em I Tessalonicenses 5:21, que diz "Examinai tudo. Retende o que é bom”.


O verdadeiro Espírita não se considera dono da verdade, e por isso não tenta convencer ninguém a lhe aceitar as opiniões (aliás, não precisam aceitar as minhas!), não se melindra porque seus alvitres não são aceitos, não se exclui de um grupo porque não foi atendido em sugestão que ofertou para a resolução de um problema ou organização de um evento. Ele trabalha em grupo, democraticamente, cioso de fazer o melhor pelo Espiritismo, pelos Assistidos, pelos Espíritos, pela Causa Social, e não pelo seu Ego.


O verdadeiro Espírita não faz de conta que já vive de bônus-hora, reconhece que permanece encarnado, cumpre com as responsabilidades para com “César” (coisas do mundo) sem deixar de lado as coisas de Deus (espirituais). Ele vota, se candidata, contribui financeiramente com o sustento da Casa a que se vinculou, sem fingir que despesas se pagam com preces.


O verdadeiro Espírita lerá este texto até o final e reconhecerá que algumas realidades podem ter sido ditas; verificará se lhe servem, ponderando nos motivos que ainda o prendem a rituais de outras religiões, satisfação egoística, fanatismo e cegueira. E se admitir que realmente está se desviando do sentimento original do Espiritismo, ele procurará domar estas inclinações, estimuladas pelo mundo competitivo em que vivemos, bem como por falanges de espíritos inferiores que há muito desistiram de nos afastar da preciosa Doutrina de Luz, e focam atenção em perverter seus nobres ideais.


Este é o ESPÍRITA que fará diferença no mundo sob este título. Aqueles que se dizem “espíritas” mas ainda caminham paralelamente ao Espiritismo, também são excelentes cristãos, pessoas boníssimas, fazem toda a diferença, mas não são Espíritas, são simpatizantes da Doutrina dos Espíritos.


Fraternais abraços!

Vania Mugnato de Vasconcelos

rmleite    19:53:33 — Arquivado em: Espiritismo
33 Comentários
  1. Amiga querida, quanta saudades! Venho escrever aqui, até com um pouco de vergonha por que faz tanto tempo e não havia visto ainda o lay novo. Adorei a cor, ficou mais leve, delicado; como eu gosto…;-) Li o texto até o final…rs …e eu tento melhorar todos os dias em tudo que vc falou de certo, entende? Cada dia que saio do grupo, vejo o quanto tenho que aprender e o quanto me faz feliz. Sinto que estou no lugar certo. Muitos, muitos beijos minha linda! Te amo! Môni.

    rmleite

    rmleite Reply:

    Môni, obrigada querida, pela carinhosa participação. Se você tenta melhorar em vários aspectos do que aqui se disse, é sinal que tem se esforçado como Kardec explica logo na primeira citação, e admite que o que precisa mudar é porque já não é compatível com sua forma de crer. Isso é sinal não só de fé, mas de progresso na aplicação da fé. Estou feliz por você! Beijos!

    Comentário por Mônica — 29.8.09 @ 14:21:15

  2. Cara amiga Vania,

    CONCORDO CONTIGO EM GÊNERO, NÚMERO E GRAU. Se me permite, apenas acrescento: o verdadeiro Espírita não muda de religião, pois, antes de tudo, raciocina na lógica irretorquível apresentada pelo Espiritismo.

    rmleite

    rmleite Reply:

    Amigo Hugo, sendo você alguém com alto grau de senso crítico, fico feliz por ter concordado, é uma honra. Quanto ao fato de o verdadeiro espírita não mudar de religião, penso que uma vez que raciocinou, compreendeu e absorveu o sentido do Espiritismo, o espírita cada vez mais integrará as hostes dos novos discípulos de Jesus, em vez de delas se afastar. E quando digo “discípulos”, refiro-me à postura lúcida e ativa de trabalhadores do Bem, não apenas no sentido evangélico, moral, mas prático. Abraço!

    Comentário por Hugo Alvarenga Novaes — 29.8.09 @ 14:54:13

  3. Tá lindo blog, amiga!!
    Agora fala sério…com todas essas exigências,será que alguém é espírita verdadeiro?? kkkkk
    Beijos no coração, Dri

    rmleite

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    Querida Drica, sabia que você chegaria rapidamente ao X da questão… será que existem espíritas verdadeiros? Mas por outro lado, ao vestirmos a camisa do Espiritismo não deveríamos nos esforçar mais em desligar do passado, dos hábitos que não pertencem à Doutrina dos Espíritos para, pelo esforço pessoal, resignificação de valores e exercícios de novas posturas, vir a sê-lo? Obrigada por estar presente! Grande beijo!

    Comentário por Drica — 29.8.09 @ 16:43:43

  4. Bom, a autora ja sabe que não sou chegado a elogios, então minha opinião deve ser levada a conta de estímulo, para que continue a colocar as coisas as limpo. Sim, concordo com o que esta escrito, porque se não tomarmos cuidado, seremos apenas mais uma religião, conforme discurso do próprio Kardec. Acrescento ainda que como medida preventiva, podemos nós dar liberdade a nossos companheiros, para que nos critiquem quando necessário a respeito de nossas posturas dentro da casa espírita, digo, falar abertamente, olha, se tiver alguma coisa que não bate, chega e me diz. Divulgarei seu texto.

    um abraço com muita paz.

    Marco Antonio
    GRUPO DA FRATERNIDADE ESPIRITA SEMENTE DE LUZ - JACUTINGA MG.

    rmleite

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    Caro Marco, agradeço a gentileza do comentário estimulante. E reforço sua dica de medida preventiva, de dar liberdade ao próximo de nos criticar construtivamente, naquilo que acreditam que estamos errando. Mas nesse caso, recordemos também que tanto é preciso saber falar quanto ouvir, sem superiodades e melindres, pois somos todos seres imperfeitos, cujos defeitos milenares quase sempre passam pela vaidade e orgulho. Obrigada pela confiança em divulgar este texto. Abraços!

    Comentário por Marco Antonio — 29.8.09 @ 18:12:44

  5. Excelente texto, parabéns!
    Li por indicação do amigo Marco Antonio. Só faço uma objeção: termino minhas preces com “Assim seja!”, mas não vejo nada demais em se dizer “Amém”…

    rmleite

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    Paulo, grata por vir compartilhar conosco. Sua objeção é pertinente, realmente nada impede que se fale “amém”… a ressalva que fiz foi por ser esse um antigo hábito católico, do tempo em que a igreja rezava em latim, o que naturalmente nos faz recordar, como espíritas, que a oração que mais se eleva é aquela em que o coração se envolve, e ele só se envolve no que compreende. Sabemos hoje que “amém” e “assim seja” significam o mesmo, mas porque não falar em português? Abraços!

    Comentário por paulo witter gelly — 29.8.09 @ 20:21:56

  6. oi,Vania.Li o texto até o final e achei correto.Com o perdão do trocadilho,pra mim,ser espírita é um “estado de espírito”.O espírita o é,em qualquer lugar e circunstância,independente até de denominar-se assim.Uma vez que tenha absorvido a essência da doutrina e a coloque em prática,é isto.Busco ser espírita na essência, mais até do que denominar-me assim (fato que infelizmente ainda causa a algumas pessoas, problemas e mal entendidos), do que ser “no nome” e não de fato.
    bjoo

    rmleite

    rmleite Reply:

    Olá querida Cris, bom vê-la por aqui. Tem razão, o espírita o é em todo lugar, não força a situação e também não se omite. E por ser um estado de espírito completamente ligado ao que crê, ele procura através do exercício, agir de forma compatível com sua forma de compreender o mundo. Não será perfeito, e Kardec jamais o afirmou que o verdadeiro espírita o seria, mas esforçado em superar-se. Beijos, linda. Obrigada!

    Comentário por Cris — 30.8.09 @ 10:19:38

  7. Boa Noite, Vania
    Como sempre seus artigos são muito bons, levá-nos a refletir o como estamos utilizando o conhecimento que adquirimos.
    Muita paz;

    rmleite

    rmleite Reply:

    Caro Edison, você é uma pessoa que admiro por ser o incansável trabalhador espírita que é, e sua singela avaliação do texto me faz sentir estimulada em continuar, aumentando também a minha responsabilidade. Obrigada, abração!

    Comentário por Edison Martins — 30.8.09 @ 19:55:26

  8. Absolutamente esclarecedor o texto.
    Se existe um norte que a doutrina esclarece, é o norte da consciência, da evolução, do livre-pensar, do livre-refletir e do livre-concluir. Aliás, chamar Espiritismo de Doutrina já aponta um desgaste, fruto de uma outra época. Vivemos um segundo (ou seria terceiro?) momento, onde caminhamos cada vez mais para a leitura do mundo espiritual do que uma mera doutrina, doutrina essa que seria passível de falir nas mãos habilidosas daqueles que nem sempre topam encarar a verdade.
    E assim devemos todos caminhar, com a liberdade que somente a auto-análise unida ao conhecimento podem nos trazer.
    Um abraço a todos!

    rmleite

    rmleite Reply:

    Rafael, grata pela visita e comentário. Não sei, honestamente, se já vivemos este terceiro momento que questiona, pois parece que ainda não saimos do segundo e este de algum modo foi um retrocesso em relação ao primeiro. No primeiro momento do Espiritismo, basta ler a codificação para ver, o espírita era muito mais consciente e crítico, racional e lúcido. Hoje estamos mais para tender a um certo fanatismo religioso, achando que a beleza das palavras transforma com pouca ou nenhuma ação. Até a mediunidade tem sido cortada dos centros espíritas, sob desculpas diversas, e até justificando que é preciso sair da prática mediúnica para o estudo. Mas o estudo não serve para ajudar na prática? Bom… quanto ao terno “doutrina”, obviamente não o uso como uma das definições da palavra explica, “formulário das orações e do ensino religioso que convém dar aos católicos”. Mas creio que ainda a podemos utilizar pautados na outra parte da definição “princípios fundamentais de uma crença, sistema ou ciência; saber; ensino; norma”. Como princípio, como ensino, como saber, o Espiritismo é doutrina, mas não deve ser compreendido como algo que estagnou no tempo. Abraços!

    Comentário por Rafael — 30.8.09 @ 20:07:14

  9. Vania, belo texto. A ideia do verdadeiro espírita é uma utopia e acredito que nem todos conseguem atingir esse grau de perfeição. No entanto, só a busca para ser uma pessoa especial já vale a pena. Mais vale a pena lutar para ser do que ser propriamente dito.
    Beijocas

    rmleite

    rmleite Reply:

    Querida amiga Yvonne! Se acreditarmos em utopias, não faremos o bastante para que deixem de ser. Eu não acredito nessa palavra, acredito que tudo podemos, bastando compreensão e determinação. Claro que muitas vezes não será num dia, num ano, numa vida. Mas que é possível, é, ou o Espiritismo não existiria. Um dia, creio, a vida na Terra nos facilitará ser “verdadeiros”, mas para isso há grande trajeto de moralização da alma a trilhar. Caminhemos então… Beijo!

    Comentário por Yvonne — 31.8.09 @ 09:52:46

  10. Oi Vania…defeitos todos temos, mas com um pouco de esclarecimento é possivel amenizar certas condutas, como diz um ditado antigo “todos querem ir para o céu mas ninguém quer morrer”…hoje uma colocação similar seria o mesmo que praticar o desprendimento sem a impressão de sofrer a amputação de um membro qualquer no momento de um sacrifício por mais modesto que o seja. A doutrina veio para esclarecer a nossa situação neste mundo também para aqueles que se acham na condição de ex-faraós, reis e toda aquela sorte de titulos dinásticos (que viagem!)não se pode compartilhar a ilusão da conquista da autoafirmação as custas de mártires adiando a óbvia e inevitável função nesta existência, a missão ou obrigação de servir ao próximo, sem egotismo.
    Um abraço.

    rmleite

    rmleite Reply:

    Caro amigo Amaro, tem razão, é óbvia e inevitável função nesta existência, de parar de servir ao Ego para servir ao próximo, aprendendo o amor e a caridade. Como tem razão também quando diz que com esclarecimento é possivel amenizar certas condutas. Não somos, os espíritas, melhores que ninguém de outra religião. O que deve nos diferenciar é o amor praticado, bem como a lucidez em buscar aplicar aquilo que conhecemos através do Espiritismo. Penso que de tudo o que foi dito no texto, o mais importante não foi falado com palavras: se acreditamos, porque ainda fazer como era, e não como deve ser? Porque achar que só crer, sem mudança de comportamento, está correto? Claro que não me excluo de nenhuma ressalva feita, mas faço das palavras de Kardec a minha meta, e ouso me intitular de Espírita porque não aceito ser pálida cópia do que fui. Não devemos tentar superar o eu antigo para que o novo surja? Beijo!

    Comentário por Amaro — 31.8.09 @ 09:58:28

  11. Texto muito verdadeiro e muito atual!!
    Não precisamos ser perfeitos, más precisamos reconhecer que somos ainda viajantes de um planeta de provas e expiações, e só por isso, já devemos saber que o caminho é mais longo de onde estamos para o final, do que para o início.

    Abraço

    Fabiano

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    Olá caro Fabiano! Sem dúvida AINDA não precisamos ser perfeitos, mas precisamos reconhecer que o longo caminho, para ser trilhado, precisa de esforços de auto-superação! Abraços, obrigada pela visita!

    Comentário por Fabiano Moraes — 31.8.09 @ 14:47:20

  12. parabens pelo texto bem elaborado e lógico, segue mesmo os “padrões” espiritas.
    Somente, com todo o respeito, não achei de bom tom uma pequena parte, mas que faz diferença… Veja bem,”Há quem se afirme “espírita” mas ainda faz o “sinal da cruz”, diz “amém” ao final de suas preces, repete orações decoradas, chama Maria de virgem”, explique-me, qual seria o problema de uma espírita ou se preferir dum modo rigoso “pseudo-espírita”, em cumprir com esses rituais, mas se observar ao conselho “Examinai tudo. Retende o que é bom”? vou além, poderia ser que numa família de catôlicos em que há um único espírita, e o único espírita vê como instrumento de melhorar a comvivência entre os entes, cumprir com esses rituais… seria ele pseudo-espírita? Veja, acredito que um espirita não seja forjado por esses detalhes, mas pelas ações embasadas na lei do amor. Para mim, madre tereza de caucutá, por exemplo, é uma grande espírita, mesmo ela tendo sido um madre, seguiu a linha de raciocínio proposta antes de tudo por Jesus… para mim isso é o suficiente e Jesus era espírita? Não seria nem necessário, ser espírita, para se ter a ancia de mudar e o fazer, basta gravar o conselho, “ama teu próximo como a ti mesmo” e praticá-lo que o resto vem quase por consequência…(que seja entendida a idéia do que digo, não o que se propõe materialmente, nessa frase), até porque se se refletir de uma maneira tranquila, o “amar ao próximo com assim mesmo” surge como sulução para tudo, oras, se se ama o próximo, tem-se a paz, tanto inteior como exterior.

    por favor, puxe minha orelha (corrigindo-me) se me expressei mal, dúvidas puxam perguntas que geram esclarecimento…
    e muito obrigado pela possibilidade de permitir que se comente seu texto, que reafirmo, é muito instrutivo.

    rmleite

    rmleite Reply:

    Felipe, que bom que veio, comentou e fez questionamentos interessantes. Veja bem, não foi dito no texto que há problema em agir com alguns hábitos claramente oriundos de outras religiões, mas que estes hábitos são incoerentes com o Espiritismo. A repetição de uma palavra em outro idioma, por exemplo, mostra que nem sempre se sabe e pensa no que diz, contrariando o uso da razão. O hábito ritualístico de fazer sinais simbólicos como fossem arremate de preces, onde o gesto é fruto do costume e não da fé (e em geral é assim), também contraria a DE - sem contar o fato que as 3 pessoas da Trindade citadas no sinal da cruz, são por ela compreendidas de modo distinto das religiões cristãs. Poderia falar dos outros itens mas prefiro abster-me por delicadeza quanto a fé alheia, que não criticamos, apenas entendemos como diferentes. Aliás, cabe dizer que também vim de família católica, tendo passado na infância e adolescência pelos ritos da Igreja, os quais admiro dentro do que creem. Dito isso, finalizo minhas observações dizendo que jamais o texto se referiu a “pseudo” espíritas, porque a palavra “pseudo” vem do grego pseûdos e exprime a noção de falso, enganador. Todo Espírita começou como simpatizante, esta sim a palavra utilizada para referirmo-nos àqueles que começaram a seguir o Espiritismo, e que ainda não libertaram-se de todos os antigos hábitos angariados em outras profissões de fé. E sabemos que bem poucos de nós estamos livres de ser mais Simpatizantes que Espíritas de verdade. Grande abraço!

    Comentário por Felipe — 4.9.09 @ 06:19:19

  13. Belos ensinamentos,gosto muito
    o bom ficou melhor

    bjs de Estrel@

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    rmleite Reply:

    Ieda, obrigada pela opinião, visita e carinho. Grande beijo!

    Comentário por ieda thinara — 7.9.09 @ 03:49:16

  14. Sou espírita desde 1982 e o seu texto é exatamente o que penso e sei, segundo o que Kardec disse e segundo o que observei no centro que frequento e outros que visitei. Parabéns por fazer algo que falta no meio espírita,que é abrir os olhos dos próprios espíritas os quais,embora eu não possa e nem deva generalizar, se acham infalíveis, mesmo nos seus erros doutrinários.

    Gostaria que me permitisse transcrever seu texto para o meu blog. Aguardo sua permissão.

    Muita Paz
    Jorge

    rmleite

    rmleite Reply:

    Jorge, agradeço muito sua visita e opinião. Esclareço que pode utilizar qualquer texto meu, com o cuidado de manter as referências (autoria e blog de origem). Vou visitar seu espaço para conhecer. Abraços.

    Comentário por Jorge Murta — 26.9.09 @ 12:38:00

  15. Olá Vania!
    Achei o seu texto simplesmente “fantástico”. Aí me veio em mente também que:

    Há ainda quem se afirme “espírita” mas dá todo apoio aos seus “próprios filhos menores” a frequentarem essa ou aquela igreja(religião), justificando-se absurdamente, que se deve respeitar o livre arbítrio deles, como que, se eximindo de suas verdadeiras responsabilidades de pai ou mãe, tutores, responsáveis diretos que são, no direcionamento do caminho que seus filhos deverão seguir, olvidando de serem exemplos vivos da verdadeira Doutrina de Jesus. Olvida ainda, esse que se afirme “espírita”, de que amanhã, já no plano espiritual, esses mesmos “seus filhos menores” se transformãrão em seus piores acusadores, pois que, como pais que sabiam e até praticavam a Doutrina Consoladora, deixaram por “comodismo” e “desleixo” que seguissem outros caminhos dogmáticos e divergentes tão conhecidos de todos.

    Que Deus te proteja sempre Vania!

    Abraços fraternos, Jorge.

    Comentário por Jorge Moraes — 21.10.09 @ 13:05:00

  16. Parabéns pelo Blog, vc escreve muito bem.

    Coloque o link do seu Blog no meu.Precisamos divulgar “O que é o Espiritismo! ”

    Gostaria que vc colocasse o meu link em sua lista de Blogs!!

    http://www.cuidedoseumundo.blogspot.com/

    Se quizer visite o site da Fundação André Luiz, tenho uma coluna , onde escrevo sobre o Espiritismo dessa forma clara e objetiva.

    http://www.feal.org.br/colunistas

    Abraços
    Magali Bischoff

    Comentário por Magali — 22.10.09 @ 15:35:05

  17. Olá Magali!

    Obrigado pelo carinho, mas eu não tenho Blog, sou apenas um pequeno aprendiz dessa maravilhosa Doutrina dos Espíritos.

    Abraços, Jorge Moraes

    Comentário por Jorge Moraes — 23.10.09 @ 10:46:15

  18. Oi Magali!

    Perdoe-me, pelo comentário acima, pois, você estava se dirigndo a nossa querida Vânia, e eu, despercebidamente, achei que era comigo.

    Perdoe-me!

    Abraços, Jorge Moraes.

    Comentário por Jorge Moraes — 16.11.09 @ 10:58:42

  19. Oi, coloquei no blogue.
    http://tioadaespirita.blogspot.com/

    Comentário por Adalberto Prado de Morais — 19.11.09 @ 11:28:44

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