22.12.07

REENCONTROS de Natal

Todo ano, nesta época, o clima de Natal envolve os corações.

Seres apegados à matéria que ainda somos, recordamos de comprar roupas novas, presentes diversos, comida e bebida farta, para brindar na noite que antecede ao Natal.

A quem brindamos em verdade, é a questão com que devemos nos preocupar.
E se brindamos do modo correto, é o que devemos nos questionar.

Jesus, o aniversariante, foi e é a simplicidade em pessoa, o amor em ação. Quando comemoramos seu natalício fora da simplicidade e do amor, em meio a desperdícios e abusos, não é a Ele que homenageamos, mas a nós mesmos, valorizando nosso egoísmo e orgulho.

Sem dúvida, a reunião fraterna na data que se convencionou chamar de Natal, é momento especial, rico de reencontros… 

REENCONTRAMOS afetos, com os quais pouco compartilhamos bons momentos, durante o ano.

REENCONTRAMOS amigos, aos quais esquecemos de lembrar quão importantes são em nossas vidas. 

REENCONTRAMOS com a fartura pródiga, que faz questão de dividir o pouco ou o muito que tem.

REENCONTRAMOS com a alegria simples, felizes por sentir o coração em festa pelos motivos certos. 

REENCONTRAMOS com o sonho, a imaginação, a esperança, através da naturalidade e ingenuidade das crianças, a quem Jesus convidou a virem a si. 

REENCONTRAMOS com a fé, recordada pelas diversas religiões e pela fraternidade mais presente no ar, que nos convidam à crença em algo além da vida material. 

REENCONTRAMOS com o próprio Eu, com as metas de nossas vidas, com nossas virtudes e defeitos, em análise inevitável sobre nossa produtividade na presente encarnação.

Por tudo isso e mais ainda, o Natal é momento importante, que não deveria aguardar dia e hora marcada para acontecer.

Convida-nos Jesus que O deixemos nascer em nossas vidas a cada dia, comemorando com gestos e palavras, pensamentos e sentimentos, a doce certeza de Sua presença a nosso lado.

Bom pastor de almas, Ele pega em nossas mãos como sempre fez, e caminha conosco, nos perguntando a cada despertar:

- É Natal. O que você fará do seu dia?

A resposta, íntima, intransferível, está na Boa Nova deixada entre nós pelo meigo Amigo.
“Fazer ao próximo o que gostaria para si mesmo”.

FELIZ NATAL!

FELIZ CADA DIA DO NOVO ANO!

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Vania Loir@ Vasconcelos

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rmleite    11:33:53 — Arquivado em: Espiritismo


15.12.07

CONSTRUÇÕES que não começam pelo alicerce

Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. 
 (Jesus)

Nascer, crescer, amadurecer, envelhecer, morrer.
Nisso se resumirá a vida humana?
Mesquinho seria um Deus que somente tais objetivos criasse para nós.

Nossas construções não começam nos alicerces fundados no nascimento carnal, nem mesmo nos da concepção. Muito anteriores, bem mais profundas são as fundações sobre as quais se estruturam a personalidade humana.

Somos reflexos, resultamos de nossas experiências na vida material; mas não menos influencia em nós, o passado anterior ao mais antigo passado que possamos rememorar.

Outras vidas.
Outras encarnações.
Outras oportunidades.
Outras experiências.
Vida após vida, como na escola, ano após ano de estudos, aprendizados e provas.

Podemos não recordar quando aprendemos a somar um mais um, nos primórdios de nossa vida escolar, podemos nem dar valor a esta simples adição. Contudo, ela não deixa de ser conceito fundamental para as diversas operações matemáticas que utilizaremos no decorrer da existência, em infinitas oportunidades.

O homem de hoje, na vestimenta carnal atual, não supõe a bagagem que carrega na alma imortal. Nosso alicerce funda-se muito antes do Ego atual, no Ego espiritual - que se tornará, com o tempo, um Eu espiritual superior em virtudes - e que interfere nas escolhas atuais mais intensamente que pensamos.

Sabendo disso, mais simples é compreender as tendências e impulsos, sintonias e afinidades com as coisas e pessoas pelas quais optamos na vida cotidiana. Fica mais claro perceber defeitos que nos comprazem, e até os quais, talvez, já não oferecem tanto prazer, mas que ainda não vencemos completamente, não os transmutamos em virtudes reais.

Somos uma edificação de milênios, não de efêmeros, míseros anos carnais, que alguns recebem mais que outros, da mãe natureza. Somos parte de algo muito maior, de uma obra infinita, e nossa importância é proporcional ao quanto interferimos positivamente no universo, representado por vezes, em apenas uma pessoa a quem façamos o Bem.

Conhecer-se é fundamental.
Mudar, mais ainda.
Fazer o Bem com este conhecimento, indispensável.

(O título do texto utiliza frase de Eurípedes Kuhl, na Obra "Três Arco-Íris")

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Vania Loir@ Vasconcelos

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rmleite    14:51:39 — Arquivado em: Espiritismo


5.12.07

REFLEXÕES sobre a vida e a morte

O Espiritismo, assim como as demais religiões, nos remete à verdadeira condição do ser humano: Espírito Imortal. Não importa como cremos que será, mas sim que todos, ao crer, admitimos a sobrevivência, nossa própria sobrevivência, à morte do corpo.

Não podia ser diferente disso.
Mas é.

Na teoria, sabemos que Deus é o Criador de todas as coisas, e que, para ser Deus, é inconcebível que não o seja de modo perfeito e absoluto, em Bondade e Justiça. Sabendo disso, crer na imortalidade da alma se torna natural, já que um Deus com tais virtudes, não criaria uma obra inteligente e sensível para dar-lhe fim após uma efêmera vida carnal.

Mas na prática nossa crença evapora, como nunca houvesse existido. Começa na vida cotidiana e comum, quando voltamos toda nossa atenção e esforços para a matéria: corpo bonito, vestimenta da moda, carro do ano, casa ampla. E mesmo se não temos condições de ter tudo isso, adaptamos a atenção, voltando-a a focos materiais mais plausíveis, porém não menos imediatistas.

Quando, por alguma razão, a vida começa a correr riscos de findar-se (que sorte se for assim, melhor que morrer sem jamais ter cogitado o assunto!), começam nossas reais preocupações.

Se for a velhice chegando, voltamo-nos desesperados às ginásticas, complexos vitamínicos, roupas jovens, maquiagens, plásticas rejuvenescedoras quiçá. Viramos pseudo-jovens em corpos idosos, achando que podemos continuar sendo quem fomos, apostando no sexo como renovação, focando nele boa parte de nossa energia.

Se for a doença que vem nos consumir, surge o desespero, o medo, o terror do nada, o grito oculto da alma que diz “ainda não estou pronto”, mas não se pergunta quando estará, ou porque ainda não está. Ou então aparece a fé tardia, que quer apenas mostrar a Deus virtudes que não possui, a fim de enganar a Providência divina e receber protelações ou milagrosas curas.

No entanto, façamos o que façamos, a morte chegará.
Lenta, fria, inexorável, definitiva.

Depois dela, o que encontraremos?
Sabemos as possibilidades, mas todas dependem de nós.

Normalmente, agimos de forma incompatível com a crença na imortalidade, que dizemos ter. E com a crença em Deus que dizemos experimentar. Somos escravos do hoje, e da matéria que deveria servir de instrumento de melhores condições de vida espiritual, e de progresso.

Nossa reflexão é generalizadora, bem sabemos, embora muitos não ajam assim. A maioria ainda se engana quanto a isso! Muito mais que pensamos, somos vítimas de nós mesmos, do nosso apego às coisas da Terra, em detrimento das coisas do céu. Nossa bagagem, a que devemos carregar na grande viagem que nos levará do sono da carne ao despertamento da alma, não é material, pois nem mesmo o corpo nos pertence.

Somente morais, intelectuais e afetivas serão nossas provisões, e é nelas, no escolher o que levar e que jamais nos será tirado, é que devemos focar nossa atenção.

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Vania Loir@ Vasconcelos

rmleite    22:51:43 — Arquivado em: Espiritismo


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