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“Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé
do tamanho de um grão de mostarda,
diríeis a esta montanha:
Transporta-te daí para ali e ela se transportaria,
e nada vos seria impossível”.
(Mateus, XVII: 14-19)
Clara é a observação do Cristo: com FÉ (*) apenas mínima, já teríamos capacidade de transportar “montanhas” (simbolismo para problemas, dificuldades, limitações, defeitos, imperfeições). Como ainda lamuriamos, reclamamos, desistimos, desencorajamos, fácil é notar quão descrentes ainda somos, especialmente nos momentos difíceis.
(*) FÉ: palavra de origem latina (fide), que significa:
crença; confiança (Dicionário Michaelis).
Também significa: crença religiosa;
convicção em alguém ou alguma coisa;
firmeza na execução de um compromisso;
crédito; confiança; intenção; virtude teologal
(Dicionário Priberam de Língua Portuguesa).
Jesus deixa claro o poder deste sentimento, e esclarece que nada será impossível a quem souber usar esta força espiritual. Porém, temos a TEORIA DA FÉ, mas geralmente falhamos na PRÁTICA DA FÉ. Por isso, baseando-nos nas explicações da Doutrina Espírita, ponderaremos sobre os seguintes aspectos da fé:
Fé humana e fé divina
Fé cega e fé racional
Fé passiva e fé ativa
Define-se como FÉ HUMANA, a que é usada no CAMPO MATERIAL para conseguir objetivos materiais e intelectuais. Todos temos condições de desenvolvê-la, estimular a crença na própria capacidade de realizar uma tarefa material. Para estar em acordo com as leis naturais, deve ser aliada à humildade, para não se transformar em orgulho, sentimento que nos ilude sobre nossa realidade de caráter e valor.
Define-se como FÉ DIVINA, a que orienta o CAMPO ESPIRITUAL, guia o homem com a crença em uma força superior a tudo, direcionando sua capacidade para a descoberta do seu lado imortal. É a religiosidade que agrega a caridade, fraternidade e melhoria interior. Esta fé, aliada à fé humana, espiritualiza os objetivos desta última, direcionando a força material para a satisfação da coletividade.
A FÉ CEGA acredita SEM COMPREENDER, sem questionar, a cada passo se choca com as evidências da ciência, da lógica, e da razão. É ela que produz o fanatismo, sempre que levada ao excesso. Se fundamentar-se no erro, cedo ou tarde desmoronará, pois não contém solidez. Aquele que estimula a fé cega sobre um ponto de crença, confessa-se impotente para demonstrar sua razão.
A FÉ RACIONAL é aquela que se ALIA A RAZÃO. Ela dá à crença uma base firme, podendo encarar a ciência e o progresso a qualquer tempo, pois ensina que não basta só crer ou ver, é necessário compreender. É esta a fé propagada pelo Espiritismo. Somente a fé que se baseia na verdade nada tem a temer do progresso, pois o que é verdadeiro na obscuridade, também o é à luz.
A FÉ PASSIVA é fé SEM OBRAS, não vale nada, nem se aliada à Fé Racional, já que o conhecimento sem atitude não salva nem melhora ninguém. Recordamos Tiago, o apóstolo, que alertou... Que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma - Tiago 2, 14;17.
A FÉ ATIVA é a APLICAÇÃO do que sabemos, mudando o mundo, começando pelo nosso próprio mundo interior; mudar o exterior é consequência natural desta transformação pela fé: consciência de ser além do que vê e acha que pode. Não adianta ler a Codificação Espírita, a Bíblia, ou outras obras religiosas, filosóficas, se todos estes ensinamentos não nos tornarem pessoas melhores, transformando em obras materiais e espirituais o que aprendemos. A fé, quando ativa, possibilita beneficiar o próximo diretamente e através de exemplos, e faz com que este bem seja também revertido para nós mesmos, pela lei de ação e reação.
Considera-se fé, em geral, somente a crença em certos dogmas religiosos aceitos sem exame. Porém a fé extrapola esta definição simplista, ela está na convicção que nos estimula a elevarmo-nos além das trivialidades, nos arrebata na busca por ideais elevados, nos muitos aspectos na fé: em si, numa obra material qualquer, num objetivo moral, na política, na pátria, na busca de Deus.
A fé religiosa, quando cega, anula a razão, pois se submete ao que outros dizem ser verdade, aceita como verdadeira ou falsa uma doutrina, sem refletir profundamente a seu respeito, conduzindo ao fanatismo.
A razão é faculdade superior, intrínseca ao ser inteligente, destinada a permitir que nos esclareçamos sobre todas as coisas. Por isso é preciso que caminhe com a fé para completarem-se. Como todas as outras faculdades, a razão se desenvolve e aumenta pelo exercício. A razão humana é um reflexo da Razão eterna. É Deus em nós, disse S. Paulo.
É preciso não confundir FÉ com PRESUNÇÃO, vaidade, orgulho ou senso de superioridade. A verdadeira fé se conjuga à humildade, pois o humilde é capaz de reconhecer quando está enganado, e mudar de rumos sem sofrer com esta decisão. Fé não se prescreve, não é imposta, ela pode ser adquirida e ninguém é impedido de a possuir.
A resistência do incrédulo, para crer, provém mais da maneira como lhe apresentam as coisas, do que por descrença pura. Para crer não basta ver; é preciso, sobretudo, compreender, disse Allan Kardec. O dogma da fé cega, tão antigo, ainda produz incrédulos, porque se impõe através da exigência da aceitação sem uso do raciocínio e do livre-arbítrio; uma vez que não admite provas, deixa no espírito da pessoa crítica, um sentimento de inconsistência, o qual dá nascimento à dúvida.
A fé raciocinada se apóia nos fatos e na lógica, e por isso nenhuma obscuridade deixa: a criatura crê, porque tem certeza, e só existe certeza naquele que compreendeu. Fé inabalável só o é a que pode encarar a razão, frente a frente, em todas as épocas da Humanidade (Allan Kardec).
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Vania Loir@ Vasconcelos
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criado por vania.19
13:14:34“Senhor, que quereis que eu faça?”
(Paulo, Atos dos Apóstolos)
Um amigo que se auto-intitula cético, me sugeriu abordar este tema. Pensei, primeiro, quão longe ele está da descrença, sendo tantas as questões sobre a existência que o abalam. E depois, refleti na dificuldade de alcançar algum sucesso na área do esclarecimento a quem não crê, com este post.
Sim, porque entendo que há, basicamente, dois tipos de céticos...
E nenhum aceita com facilidade as argumentações da fé.
O tipo “sou cético e sou feliz” jamais aceitará qualquer explicação que exija a crença como ponto de partida, e mesmo os mais racionais esclarecimentos terão como resposta objeções que comecem com “sim, mas...”. Suas respostas serão lógicas e pautadas na ciência formal, e quando não tiverem mais respostas, certamente darão a última palavra: “ainda assim não creio, portanto não existe”.
O outro tipo de cético, é como percebo ser o meu amigo... alguém que não crê em quaisquer argumentações da fé, sem que elas estejam plenamente pautadas na razão; alguém que desejaria ter respostas, mas só possui perguntas; alguém que sente que há algo além, mas prefere negar a dizer que crê cegamente. Este tipo não é cético, literalmente falando, é alguém cujas religiões não alcançaram, porque, inteligentes, não são moldáveis à fé cega. No dia em que se convencerem, serão novos Paulo de Tarso, convertidos na estrada de Damasco da encarnação e daí em diante, fervorosos defensores da fé raciocinada.
O primeiro tipo de cético não se pode ajudar, a ele exclusivamente pertence a decisão de aceitar pensar em outras possibilidades que não a eterna negação. Ao segundo... quem sabe? Podemos lhes falar da nossa fé e trazer as lúcidas explicações de Allan Kardec, em apoio a ela. Não alcançaremos milagres de aceitação de certas verdades divinas, mas se provocarmos uma ponta de interesse, bem como a vontade de fazer mais perguntas e buscar mais respostas, teremos tido sucesso.
Quando falo de céticos, não falo necessariamente de ateus, mas de pessoas que não crêem em certas leis naturais, tais como a Reencarnação, e a lei de Causa e Efeito, entre outras. São muitos, portanto.
No entanto, estas leis não são novidade espírita, são incriadas pelos homens, e conhecidas há milênios pelos homens, especialmente os orientais. O ocidente, pautado pelo cristianismo nas bases da igreja católica, é quem dá sustentação discutível à existência da vida única, ao inferno e ao pecado original, assumindo um Deus sem justiça como criador, excluindo a possibilidade mais natural e racional de que os renascimentos são viáveis, única resposta que justifica todas as desigualdades (morais, intelectuais, materiais, biológicas) da humanidade.
Partindo da crença na existência de Deus, já que não falarei a ateus absolutos, entendemos que Ele cria e sustenta tudo no universo. Segundo Jesus, não há uma só folha de árvore que caia, sem que Ele o saiba.
Como será Ele então?
Capaz de criar o Universo e incapaz de dar-nos imortalidade?
Capaz de criar a inteligência e incapaz de dar tempo bastante para que ela se desenvolva?
Capaz de criar o amor em nós, e incapaz de nos amar a ponto de dar outra chance?
Capaz de criar pais e mães e incapaz de ser mais generoso, amoroso, justo do que eles?
Não há a mínima chance de haver justiça sem haver Reencarnação, o que por si só exige a preexistência da alma, sendo esta o ser imortal que se veste de carne para trilhar a jornada na escola da vida humana.
Quem nega a possibilidade de existirem espíritos, nós mesmos sem a carne que morre e apodrece tão facilmente, nega tudo o que não vê. Hoje se crê em bactérias, vírus, em átomos, em dimensões, porque a ciência conseguiu mensurar. Mas quando conseguiu? Como era nossa ciência há 500 anos? E há 100? Há 15 anos, aproximadamente começamos a ouvir falar de telefone celular, e eu era criança quando a TV a cores surgiu. Mas depois disso, quantos progressos ocorreram? Como nos comunicamos hoje? Online...
Então, não é inteligente negar porque a ciência não provou ainda, mas é inteligente usar a razão para analisar questões profundas cujas provas que temos hoje estão dentro da ciência experimental, não descartadas pela ciência oficial, que não descansa na busca do Espírito e de Deus. Afinal, porque se insiste tanto em tentar provar algo que não existiria? Não será porque não existem respostas sem a existência deles, e matematicamente isso significa “não vemos, mas está lá”?
Como, sem a reencarnação e a lei de causa e efeito, explicar todas as desigualdades que vemos? Não há um critério único de oportunidades, de tempo de vida, de tipo de experiência. Como julgar que um é superior moralmente ao outro se suas experiências em nada se assemelham? É fácil ser honesto quando se possui tudo, bens, saúde, trabalho, comida... seríamos todos honestos morando no morro, debaixo de chuva, com risco de sua casa desabar, seu filho morrendo de febre e fome, e você não tendo como ajudá-lo?
Há somente duas saídas racionais para a crença do homem comum, negar Deus ou crer Nele e na Reencarnação. No primeiro caso, teríamos que acreditar que o acaso é inteligente, e sendo assim, o acaso é que seria Deus... No segundo, tudo possui respostas. Tudo.
O Espiritismo é extremamente rico na elucidação das dúvidas dos céticos.
Mas eles não sabem onde buscar.
Dou-lhes algumas dicas aqui...
O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita
O LIVRO DOS MÉDIUNS
Noções preliminares
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Sócrates e Platão, precursores da idéia cristã e do Espiritismo
O CÉU E O INFERNO
Os anjos (segundo a Igreja; refutação; segundo o Espiritismo)
Os demônios (segundo a Igreja; refutação; segundo o Espiritismo)
A GÊNESE
Caráter da Revelação Espírita
O QUE É O ESPIRITISMO
Segundo Diálogo - O Cético
Os incrédulos não podem ver para se convencerem
Não me estenderei mais...
Apenas espero que os céticos tenham adquirido uma dúvida...
De que sua certeza seja absoluta verdade.
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Vania Loir@ Vasconcelos
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criado por vania.19
20:24:08Aquele dentre vós que
estiver sem pecado,
atire a primeira pedra.
(Jesus, em João, cap VIII)
Todas as religiões, por princípio, pregam o perdão, e esclarecem que perdoar é parte indispensável do processo de evolução moral individual e coletiva, bem como da caridade bem aplicada. Nas doutrinas religiosas cristãs, esta palavra - PERDÃO - está sempre vinculada ao exemplo de Jesus, bem como às suas assertivas de que devemos perdoar não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes. Perdão incondicional e ilimitado, eis o que Ele nos propôs.
Mas o que entendemos por perdoar? Como perdoar sem permitir que o mal nos envolva, sem nos deixar ficar sob as instâncias daqueles que nos magoam, ferem, ofendem?
Não resistais ao mal... apresenteis a outra face, entregueis também o manto, caminhei dois mil passos... mais palavras de Jesus! Como? Como não resistir, como fazer ainda mais do que nos exigem os que erram conosco?
Jesus jamais quis ser literal nestas afirmações, jamais nos convidou a deixar o mal impune, nem compactuar com ele. Jesus utilizou de imagens comuns, cotidianas, para nos mostrar que o que nos ofende não é tanto a agressão do outro, mas o ORGULHO que carregamos, o qual nos faz sentir ofendidos e, pior, ter que revidar o mal recebido, para não passar por covardes. Não, Jesus não quis dizer para deixarmos de reprimir o mal, mas para não pagar o mal com outro mal. Perdão é o pagamento do mal com o Bem...
Por esta nossa limitação em perdoar, exatamente porque estamos a milênios alimentando na alma o orgulho e o egoísmo, é preciso exercitar o perdão. Este exercício trabalha nosso orgulho, reeduca nosso (falso) senso de superioridade, além de colocar cada coisa em seu lugar correto, pois se os outros erram, nós também erramos, se os outros precisam ser perdoados, nós também precisamos.
O perdão nivela os homens pelo que neles há de melhor, libertando quem perdoou, dos maus sentimentos que o escravizavam a quem o feriu.
O Evangelho Segundo o Espiritismo, terceira obra básica da codificação espírita, tem uma receita bem simples para o agir do cristão, em todas as ocasiões: o B I P !
Benevolência (qualidade de quem é benévolo = bom) para com todos.
Indulgência (qualidade de quem é indulgente = clemente) para com as imperfeições alheias.
Perdão (qualidade de quem perdoa = desculpa) das ofensas.
Unamo-nos ao que nos dizem os Espíritos!
Espíritas, jamais vos esqueçais de que, tanto por palavras, como por atos, o perdão das injúrias não deve ser um termo vão. Pois que vos dizeis espíritas, sede-o. Olvidai o mal que vos hajam feito e não penseis senão numa coisa: no bem que podeis fazer. (...) Feliz, pois, daquele que pode todas as noites adormecer, dizendo: Nada tenho contra o meu próximo. (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Bem Aventurados os Misericordiosos).
Pergunte-se...
Você deseja aprender a perdoar?
O que lhe falta para começar?
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Vania Loir@ Vasconcelos
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criado por vania.19
21:28:12
“Deixai crescer ambos até a ceifa,
por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros:
colher primeiro o joio e atai-o
em molhos para o queimar”.
(Jesus - MT 13:30)
Deus é tolerante com nossas mazelas morais, embora isso não signifique que estejamos livres de nos responsabilizar por elas. Diferentemente do que se pensa, por ser milenarmente divulgado pelas religiões, Ele não deseja que após curto tempo de vida carnal, seja sua obra irremediavelmente votada ao inferno eterno, caso tenha caído em erro – o que é bem provável que aconteça, considerando-se nossa imaturidade moral.
Por esta razão é que recebemos sempre novas oportunidades reencarnatórias, de modo que, como o aluno recalcitrante, tenhamos mais oportunidades de aprendizado que nos promoverá espiritualmente.
Mas da mesma forma que o aluno rebelde repete o ano letivo, sem deixar, no entanto, de arcar com as conseqüências de sua reincidência no erro, o Espírito renasce quantas vezes for preciso para fazer o mesmo por si. A lição repetida torna mais simples compreender onde houve falha, embora a dificuldade natural de conviver com outros tantos alunos atrasados, inconseqüentes, que aumentam o peso das provas experimentadas.
O joio, erva-daninha que se parece com o trigo até determinada etapa do crescimento, não cresce porque o lavrador tem preguiça, mas porque eles se originam na mesma área, e é preciso esperar até que se defina como joio, para então ser separado do trigo sem margem de erro. E é preciso separá-los, porque ele compromete a qualidade do trigo.
No caso do joio e do trigo, espiritualmente falando, o lavrador divino também aguarda pacientemente o tempo da colheita, para que seja feita a separação correta das almas que hoje compõem a humanidade terrena.
O espírito-trigo representa o ser comprometido com o progresso, desejoso de evoluir moralmente. É aquele que não mais quer ser erva-daninha; deseja ser útil à terra fértil que lhe serviu, ser grato ao lavrador que arou a terra, adubou, que lhe deu oportunidade de viver; enfim, quer produzir de si mesmo o melhor grão.
O espírito-joio é o ser equivocado dos valores que devem ser cultivados para o próprio bem. Poderia vir a tornar-se trigo, pois o lavrador oferece-lhe tudo o que precisa para seu desenvolvimento, dando-lhe chances de optar por caminhos diferentes dos que estava trilhando. No entanto, muitas vezes o espírito-joio prefere o imediatismo, o materialismo, acreditando ter escapado da vigilância do lavrador. Durante seu desenvolvimento, ele tenta levar vantagem sobre os demais, e como erva-daninha que é, sufocar o trigo e seus bons frutos.
Ocorre, porém, que tanto para a natureza material quanto espiritual, chega sempre o momento da colheita. Quando o lavrador vê que é tempo de separar os frutos, pouco se pode fazer a respeito, quem ainda nada fez.
Este é exatamente o tempo que a humanidade terrena está vivendo. Um ou outro espírito já se definiu inequivocamente como joio ou trigo, mal ou bem, mas quase todos os membros da humanidade ainda estão sendo convocados à regeneração.
O planeta Terra – como tudo no universo – está em trânsito da condição expiatória-probatória, para a condição regeneradora, e futuramente só poderá permanecer nele quem se compatibilizar com os novos rumos planetários.O processo é lento a nossos olhos, mas vem sendo realizado, não sem antes muitos alertas serem dados, vindos de profetas, médiuns, missionários, religiões e até da ciência, que nos chama a atenção para as graves mudanças na natureza terrena.
Assim, cada um de nós está, agora mesmo, escolhendo seu destino. Como joio, preferindo o egoísmo e seus derivados, seremos atraídos para nova escola, em outro planeta. Como trigo, permaneceremos em processo de aprimoramento de qualidade moral na própria Terra. Eis a questão que muitos deixam de considerar, esquecendo que o tempo não espera...
O lavrador Jesus, depois de tanto tempo arando, adubando, cuidando com carinho de cada um de nós, precisa, pelo bem geral, proceder com tal separação. O bom grão, entre seus semelhantes, produzirá mais, e o mau grão será tratado mais adequadamente em outro terreno, de modo que futuramente mude intrinsecamente para melhor.
Joio?
Trigo?
Quem você pretende ser?
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Vania Loir@ Vasconcelos
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criado por vania.19
19:32:22
A humanidade trabalha para tudo conquistar: comer, vestir, morar, conhecer, curar, divertir-se... Nada há que esteja absolutamente pronto, que não precise ser feito ou aprimorado, exceto, é claro!, o que Deus já forneceu. Mas mesmo para degustar a fruta madura, nascida na árvore semeada pela natureza, é necessário o esforço da colheita, é indispensável haver trabalho.
Porque? Porque Deus deu os animais, mais facilidades que a nós?
Não somos então sua obra mais inteligente e capaz?
No entanto, não temos a força e agilidade de tantos animais. Nem sua visão, audição, olfato. Não saltamos longe, não respiramos debaixo d’água nem nas grandes altitudes. Não voamos, nem corremos em velocidades incríveis. Nossos dons são limitados, se comparados à natureza animal. Parece que Deus distribuiu aos animais irracionais os dons que nos negou.
Ocorre que a Providência Divina é sábia. Dá aos animais as qualidades físicas que necessitarão para sobreviver entre as espécies, cuja inteligência primária e instintiva se encarrega de os fazer utilizar. Fora disso, nada criam, nada inventam, não resistem ao diferente.
Mas não são assim os homens. A raça humana é a manifestação material do espírito imortal, Espíritos vestidos de carne, criados, em seu princípio, na simplicidade e na ignorância, porém recebendo o dom mais precioso de todos: a capacidade de pensar livremente.
E é através das experiências, compreendidas através do pensamento, que a inteligência se exercita; neste árduo e longo processo, a aplicação prática do pensar amplia a capacidade intelectual humana, e a exigência do trabalho em prol da sobrevivência faz com que se melhorem as condições de vida do ser, que começa a evoluir com isso.
É pelo trabalho, enquanto cria, faz, remodela, amplia, inventa, melhora, desenvolve tudo o que precisa para viver em melhores condições, na matéria, que a alma progride. Na atualidade, é óbvio que já imitamos e superamos os animais em força, visão, audição, olfato, capacidade de voar, mergulhar, construir, e muito mais, através do trabalho. E por isso defendemo-nos melhor, sobrevivemos melhor e progredimos ainda mais rápido em inteligência.
Se Deus nos tivesse liberado do exercício do trabalho, material e intelectual, o espírito humano ainda permaneceria na idade das pedras. Além das mãos que constroem, a mente atua no trabalho de pensar e planejar, vislumbrar alternativas e criar possibilidades. Tudo perfeitamente encadeado dentro das leis que nos levarão à perfeição.
Mas, alguém pode afirmar que, se inteligência fosse prova de evolução, não viveríamos neste mundo atrasado, repleto de dificuldades morais, já que não usamos a capacidade intelectual para o Bem da coletividade; quando muito usamos a inteligência egoisticamente, junto ao grupo a que pertencemos. Somos ainda trogloditas da moral, com instrumentação de seres superiores.
Sem dúvida, procede tal pensamento, mas também aqui Deus a tudo provê. Só evolui em moral e bondade, encaminhando-se à superioridade natural dos Espíritos iluminados pelo Amor, aqueles que compreenderam a utilidade de caminharem regidos pelas leis naturais.
Sem inteligência, não há compreensão, e sem compreensão não existe moral. Ou em outras palavras: o trabalho que desenvolve a inteligência é o mesmo trabalho que desenvolve a moral.
Devemos analisar os motivos de Deus para fazer as coisas acontecerem, assim entenderemos a beleza de suas leis. É mesmo muito útil fazê-lo, pois entendendo quanto possível o Seu Pensamento lúcido e vivaz, nos estimularemos a sair da posição de coadjuvantes para a de protagonistas de nossas vidas, recebendo, ao fim das diversas existências, os prêmios do progresso alcançado.
Sendo assim, desejo muito TRABALHO a vocês!
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Vania Loir@ Vasconcelos
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criado por vania.19
07:31:39