Espiritismo SEM Melindres

Estudo de temas analisados sob a ótica espírita. No Orkut procure a Comunidade "Espiritismo SEM Melindres".

10.5.10

Estamos de MUDANÇA!


Em virtude das várias dificuldades técnicas

que este blog gera, estamos de mudança.

 

Visite-nos em nosso novo endereço:

Espiritismo SEM Melindres

 

O primeiro post já está disponível:

A QUEM PERTENCE o muro?

 

Esperamos por você!

Abraços fraternais!

 

Vania Mugnato de Vasconcelos

criado por rmleite    23:44:10 — Filed under: Espiritismo

23.1.10

Misticismo e Ortodoxia “ESPÍRITAS”

Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará. [A Gênese, Cap. I, item 5 – Allan Kardec]


Allan Kardec e os Espíritos Superiores fizeram com a Codificação Espírita, um trabalho inigualável. Eles construíram com apenas 05 obras básicas, o alicerce inabalável da descoberta da Verdade, e qualquer que seja o tema, é possível encontrar nessas obras, alguma referência  direta, ou indiretamente através de material moral para ponderar a respeito. Em outras palavras, nem tudo foi dito, mas tudo pode ser analisado com as informações contidas na Codificação.

 

Não foi a toa que o Codificador deixou claro o caráter progressista da Doutrina dos Espíritos, ao explicar, em A Gênese, que o Espiritismo não será ultrapassado, pois caminha de par com o progresso.

 

Infelizmente, como somos ainda imperfeitos, essa afirmação provoca um processo de extremos no Movimento Espírita (MOVESP), e como todo extremo, a falta de equilíbrio causa prejuízos ao Espiritismo; afinal, um e outro são distintos, enquanto o Movesp é o modo como interagem os espíritas na prática administrativa da realidade espírita, o Espiritismo é rota filosófico-moral que seguem os espiritistas.

 

Quando Allan Kardec fez a assertiva acima mencionada, sua intenção era esclarecer que a Verdade e o Conhecimento surgem paulatinamente, conforme a humanidade torna-se apta a compreendê-las, seja por seu amadurecimento moral, seja pela ampliação de sua capacidade intelectual; e considerando que nos desenvolvemos constantemente em ambos os aspectos, não se pode limitar o Espiritismo do século XIX a um futuro sem progresso.

 

Embora essa afirmação, de modo algum o Espiritismo está ultrapassado. Nunca foram tão atuais as informações lá contidas, no entanto, o princípio da literalidade tornou-se verdadeiro verdugo do uso da razão estimulada pelo Espiritismo.

 

Para uns, pela compreensão literal do caráter progressista da doutrina, a crença é absorver qualquer novo conhecimento, criar uma miscigenação espírita que vivifique o que foi “ultrapassado” na palavra de Kardec, incorporando ao Espiritismo terapias alternativas, metodologias suspeitas e conteúdos duvidosos de autoria e prática de pretensos “espíritas”. A empolgação surge como pano de fundo nas novidades ‘neo-espíritas’.

 

Para outros, a compreensão literal de que estando fora da Codificação e sem ter passado pelo CUEE não é Espiritismo, barra completamente toda possibilidade de progresso, pois tudo o que não se menciona com todas as letras nas Obras Básicas, deve ser rejeitado completamente, e isso inclui obras sérias que subsidiam a Codificação, como as de Francisco Cândido Xavier.

 

Nem tanto ao céu, nem tanto à terra, diz o ditado popular. O equilíbrio é o pai do sucesso, e todo extremo lhe corrompe as melhores intenções. Quando o Espiritismo fala de progresso, uma vez que não surgiu ainda no Movimento Espírita, outra pessoa com a competência analítica de Kardec, estamos falando do desenvolvimento do PENSAMENTO ESPÍRITA, que nos torna mais aptos a análises críticas sem adulterar-lhe a estrutura – coluna mestra do Espiritismo – que é a Codificação.

 

Mas num extremo, o MISTICISMO, o qual se embrenha perigosamente no Movesp, mistura-se nos lábios dos mais empolgados ao nome Espiritismo, numa devoção exagerada e tendência a acreditar no sobrenatural, a apegar-se a ritos disfarçados de métodos e justificando como ‘ordens de mentores’, a inserção de aplicações não espíritas nos Centros. É assim que vemos CE’s aplicando radiestesia, cromoterapia, fitoterapia, cristalterapia, apometria, entre outras “ias” que foram criadas como alternativas de tratamento físico e espiritual.

 

“A Doutrina Espírita centraliza-se no amor e todas essas práticas novas, das mentalizações, das correntes mento-magnéticas, psico-telérgicas para nós espíritas merecem todo respeito, mas não tem nada a ver com Espiritismo. Seria o mesmo que as práticas da Terapia de Existências Passadas nós as realizarmos dentro da casa espírita, ou da cromoterapia ou da cristalterapia, fugindo totalmente da nossa finalidade. A Casa Espírita não é uma clínica alternativa, não é lugar aonde toda experiência nova vai ser colocada em execução.” (Trecho de Palestra de Divaldo Pereira Franco)

 

Observem que não se coloca em julgamento a utilidade destes tratamentos alternativos. Nem mesmo seu sucesso. Nem a idoneidade de quem os pratica. Apenas alertamos para que se deixe fora do Centro Espírita aquilo que não é Espiritismo.

 

No outro extremo, a ORTODOXIA restringe brutalmente qualquer passo adiante no conhecimento espírita. Por causa dessa declaração de Verdade, que é a qualidade do ortodoxo, não se aceita como obras e temas complementares, esclarecedores das informações da Codificação, nem mesmo o que provém de pessoas cujo tempo e atividade constante no Bem, provou idoneidade e seriedade absolutas, como por exemplo, Chico Xavier; porque nas obras básicas não se citou o nome “colônia” ou “umbral”, descartam-se sumariamente as informações de André Luiz ou Emmanuel; porque na Codificação não se falou de doação de órgãos, uma vez que a ciência médica ainda não havia se desenvolvido a tal ponto, recusa-se peremptoriamente a aceitar sua licitude.

 

Na ORTODOXIA, temos um conceito de que tudo aquilo que veio após Codificação Espírita, seja mera opinião, não importando a autoria, e como tal, não deve ser considerada. No MISTICISMO, tudo aquilo que veio após, pelas mãos de um médium e um espírito, é lícito.

 

Ponderemos! Não perdemos negando a possível veracidade de farto material manifestadamente idôneo que existe? Não defendemos a inserção das palavras “colônia” e “umbral” nas Obras Básicas, mas defendemos que se utilize as Obras Básicas para avaliar que se falou de muitas moradas, e entre elas estes dois estados podem estar inseridos – a diferença de nomes é mera forma para favorecer a compreensão.

 

Não perdemos absorvendo cegamente, sem critérios racionais, o que outras terapias espirituais utilizam, se contrariam os pilares do Espiritismo com ritos dos quais procuramos arduamente nos desapegar? Não perdemos aceitando informações que contrariam a lógica e a própria obra espírita, quando se fala de gravidez espiritual, por exemplo?

 

Obviamente tudo o que se disse aqui é opinião.

Mas o bom de ter opinião é que para isso foi preciso refletir!

Usemos a razão, não sejamos marionetes dos que ousam mais que nós.

 

Há muito se foi o tempo em que os detratores do Espiritismo, encarnados e desencarnados, faziam de tudo para nos afastar da doutrina. Hoje eles avançam para dentro das casas espíritas, vestem as camisas de trabalhadores e mentores, fazem-nos focar em novas terapias e ortodoxias, estimulam brigas por pensamentos diferentes, provocam exacerbado interesse pelo poder, alimentam vaidades e melindres, insuflam equívocos em forma de romances “água com açúcar”, enfim, agem em todas as frentes para que não façamos apenas o que é necessário: estudar para raciocinar, compreender para praticar ESPIRITISMO.

 

 

Fraternais abraços!

 

Vania Mugnato de Vasconcelos

 

criado por rmleite    21:57:11 — Filed under: Espiritismo

28.8.09

Quem são os verdadeiros ESPÍRITAS?

.

 Reconhece-se o verdadeiro Espírita

pela sua transformação moral,

e pelos esforços que faz para

domar suas más inclinações.

 

(Allan Kardec, ESE., XVII, 4)


Ponderando com Allan Kardec, torna-se simples definir quem é verdadeiro Espírita, afinal os podemos reconhecer pelos esforços que fazem em transformar-se em pessoas moralmente melhores e em domar suas más inclinações, geradas pelas imperfeições milenares que todos carregamos na alma imortal.


No entanto, embora o desejássemos, a temática é mais complexa do que podemos pensar inicialmente. Observando com um pouco de atenção, podemos facilmente reconhecer muitos “espíritas” ainda adormecidos perante suas responsabilidades, adquiridas através dos esclarecimentos que a Codificação oferta a 152 anos.


Vemos pessoas que se intitulam “espíritas” apenas porque são ávidas leitoras de Zíbia Gasparetto, apreciam o seriado “Médium”, assistiram a novela “A Viagem”, ou acreditam que viveram como Faraós ou Rainhas no Egito. Aliás, quando se designam de “espíritas” pode-se até respirar feliz, pois há quem se auto-intitule de kardecista, como se o Espírita seguisse a pessoa Kardec e não a obra dos Espíritos que ele codificou.


Há quem se diga “espírita” sem jamais ter lido O Livro dos Espíritos (LE) e O Evangelho Segundo o Espiritismo (ESE) - a Codificação toda, então, nem se comenta! -, e sem nunca ter se comprometido com o Evangelho no Lar, porque “esquece”, “algo dá errado” ou parece que está “falando sozinho”.


Há quem se afirme “espírita” mas ainda faz o “sinal da cruz”, diz “amém” ao final de suas preces, repete orações decoradas, chama Maria de virgem, bate cartão no cemitério em dia de Finados, batiza seus filhos em outra religião, por apego ao rito ou medo dele ser considerado “pagão”, e casa-se na igreja com a justificativa de que Deus está em todo lugar – e Ele está, mas é ilógico caminhar por duas estradas ao mesmo tempo, especialmente quando se contradizem no trajeto.


Há quem se diga “espírita” porque vai ao Centro Espírita buscar o passe e a água fluidificada, e de boa vontade, ouve a palestra esclarecedora sobre valores morais imprescindíveis à transformação íntima. E na saída compra ou empresta um romance, retornando ao lar certo de que fez tudo o que podia. Mas continua sendo assistido em vez de servidor.


Há “espíritas” que fazem de Bezerra de Menezes um Espírito santo, em vez de reconhecê-lo um incansável trabalhador do Bem que todos podemos imitar; que garantem que Chico Xavier foi Kardec; que fazem tietagem a Divaldo Pereira Franco; que pensam que André Luiz é Espírito superior e não vai mais encarnar na Terra; que leem admirados obras de autores que dizem que Espírito engravida; que se preocupam em saber se seus filhos são índigo ou cristal; que conseguem justificar sua ânsia por um bom filé mal passado através de O Livro dos Espíritos.


Há alguns pobres “espíritas” que se deixam levar pela vaidade, achando que são privilegiados por serem médiuns ou expositores, dirigentes de trabalhos ou de Centros Espíritas; que não saem do Centro sem uma psicografia do seu mentor, que usam o ESE como bíblia, e para o qual a assinatura de nome nobre em uma obra é garantia de verdade e por isso não precisa ser questionada.


O verdadeiro Espírita realmente o é, repetindo ainda uma vez a Kardec, reconhecido por sua transformação moral e pelos esforços em domar as más inclinações que ainda carrega. Mas também o é porque estuda a Codificação inteira e, além dela, busca completar seu conhecimento estudando outras obras sérias, discutindo, comparando, usando a razão, nada aceitando sem refletir a respeito.


O verdadeiro Espírita não deseja continuar a utilizar os apoios milenares que hoje chamamos (por sua função) de “muletas”, e que por séculos sustentaram-nos a fé cega, frágil e inconstante, muitas vezes manifestada apenas porque foi gerada pelo medo, não pela compreensão da Vida e amor ao Criador.


O verdadeiro Espírita não faz do passe uma necessidade, nem da água fluidificada uma vitamina diária. Não faz cara de ingênuo enquanto coloca o mesmo nome nos pedidos de vibrações de vários Centros, pensando que várias equipes de Espírito irão ajudar, em vez de uma só. E ele não é feito de açúcar, se está comprometido com o trabalho, não teme a chuva e o frio, cumprindo sempre com sua parte.


O verdadeiro Espírita não julga todas as dores como atestado de culpabilidade, porque sabe que além de expiações, também vivemos em provas. E ele sabe que é preciso confiar que não existem acasos, e sempre será o que deve ser, mas que neste contexto temos que agir com precaução, responsabilidade, resignação e coragem.


O verdadeiro Espírita não diz que não lê Ramatís porque alguém que também não leu lhe disse que ele é um Espírito pseudo-sábio, mas se concordar com essa ideia foi porque tirou suas próprias conclusões, da mesma forma que o faz com outros autores encarnados ou não. E não esquece da objetiva mensagem de Paulo de Tarso, em I Tessalonicenses 5:21, que diz "Examinai tudo. Retende o que é bom”.


O verdadeiro Espírita não se considera dono da verdade, e por isso não tenta convencer ninguém a lhe aceitar as opiniões (aliás, não precisam aceitar as minhas!), não se melindra porque seus alvitres não são aceitos, não se exclui de um grupo porque não foi atendido em sugestão que ofertou para a resolução de um problema ou organização de um evento. Ele trabalha em grupo, democraticamente, cioso de fazer o melhor pelo Espiritismo, pelos Assistidos, pelos Espíritos, pela Causa Social, e não pelo seu Ego.


O verdadeiro Espírita não faz de conta que já vive de bônus-hora, reconhece que permanece encarnado, cumpre com as responsabilidades para com “César” (coisas do mundo) sem deixar de lado as coisas de Deus (espirituais). Ele vota, se candidata, contribui financeiramente com o sustento da Casa a que se vinculou, sem fingir que despesas se pagam com preces.


O verdadeiro Espírita lerá este texto até o final e reconhecerá que algumas realidades podem ter sido ditas; verificará se lhe servem, ponderando nos motivos que ainda o prendem a rituais de outras religiões, satisfação egoística, fanatismo e cegueira. E se admitir que realmente está se desviando do sentimento original do Espiritismo, ele procurará domar estas inclinações, estimuladas pelo mundo competitivo em que vivemos, bem como por falanges de espíritos inferiores que há muito desistiram de nos afastar da preciosa Doutrina de Luz, e focam atenção em perverter seus nobres ideais.


Este é o ESPÍRITA que fará diferença no mundo sob este título. Aqueles que se dizem “espíritas” mas ainda caminham paralelamente ao Espiritismo, também são excelentes cristãos, pessoas boníssimas, fazem toda a diferença, mas não são Espíritas, são simpatizantes da Doutrina dos Espíritos.


Fraternais abraços!

Vania Mugnato de Vasconcelos

criado por rmleite    19:53:33 — Filed under: Espiritismo

3.7.09

ANJO da guarda existe?

  

Embora não exista nenhuma citação específica na Bíblia, a respeito de "Anjos da Guarda", nas religiões cristãs este termo passou a designar o Espírito Bondoso, que vela individualmente por nós, encarnados, afastando-nos do mal, inclinando-nos ao Bem, em nome de Deus.


O Espiritismo esclarece a inexistência dos "Anjos", enquanto seres especiais da criação, criados superiores a nós, em inteligência e virtudes, o que seria incompatível com a Justiça, Amor e Bondade Divinas, pois Deus nos criou para progredir desde a total ignorância até a perfeição.

 

Sim, existem "Anjos de Guarda", no entanto o Espiritismo esclarece quem são, porque estão entre nós, quais os laços que os aproximam, e qual sua influência.

 

O termo "Anjo", palavra de origem não espírita, foi também utilizado algumas vezes por Allan Kardec, porém, a forma como o Espiritismo prefere dirigir-se a estes amigos da espiritualidade é desvinculada de outras religiões, ofertando melhor compreensão de seu papel: “Mentores espirituais", "Espíritos Guardiões", "Espíritos Protetores", "Amigos Espirituais", são os títulos utilizados por serem mais compatíveis com as relações que mantemos com eles.

 

Na visão espírita, "Anjos da Guarda" são Espíritos que atuam fora da matéria, e tem por missão acompanhar o homem durante a vida carnal, ajudando-o a progredir através de intuições, de caráter moral elevado, pois são de natureza superior àqueles que protegem. 

 

Estes "Espíritos Protetores" tem missão específica junto a nós: aconselhar, consolar, sustentar, durante as provas que a vida impõe, provas que servem para nosso desenvolvimento e quitação da consciência perante as leis divinas. 

 

Cada "Mentor Espiritual" é designado a seu protegido antes do nascimento, acompanhando-o do nascimento até a morte física. Laços de afeto são criados entre eles e nós, e não raro já fazem parte de nossa história espiritual, tendo conosco transitado pelas diversas encarnações. Como evoluíram mais rapidamente que nós, doam-se amorosamente na missão de nos auxiliar a encontrar o caminho do verdadeiro Amor. 

 

Ao contrário do que pensamos muitas vezes, nossos "Espíritos Guardiões" não nos salvam de nós mesmos; não nos impedem de errar, através de alguma interferência sobrenatural; não nos desviam de nossas provas; não evitam nossas expiações. Sabem eles que estamos na escola da vida, e que dor e sofrimento são educadores da alma rebelde, e que se estão em nossa jornada, é porque semeamos também, por ignorância, amargura e lágrimas. 

 

Como seres que nos amam, comprometidos que são com nosso sucesso moral, sabem que as experiências nos auxiliarão no despertar para o Amor, Caridade, Fraternidade, Moral Crística, Fé... A lágrima derramada ao receber a vacina da dor, cura-nos do vírus da indiferença, do ódio, da mágoa doentia, da preguiça. O remédio é amargo, mas como pais amorosos, estão ao nosso lado, dando-nos força e coragem. 

 

Estes "Amigos Espirituais" sempre nos oferecem o colo carinhoso, o estímulo à coragem, a intuição da necessidade de resignação... Em N momentos, do mais delicado ao mais importante, estão conosco. Não nos ajudam a acertar na loteria material, mas nos apoiam na conquista do enriquecimento dos bons sentimentos, nas experiências da vida carnal. 

 

Uma prece dirigida a tais amigos, é como um abraço... Oremos por eles, em gratidão; oremos com eles, para nosso sucesso, que é o que desejam, mais que tudo.

 

By Vania Mugnato de Vasconcelos

 

Este texto foi escrito para a 2ª Edição do JORNAL À LUZ DO ESPIRITISMO

Disponível no Site Grupo Espírita Nova Era, Semeando Esperança – G.E.N.E.S.E.

criado por rmleite    12:37:00 — Filed under: Espiritismo

14.4.09

Normal NEM SEMPRE é natural


Todas as coisas me são lícitas,
mas nem todas as coisas convêm.
Todas as coisas me são lícitas;
mas eu não me deixarei dominar
por nenhuma delas.

(I Coríntios 6:12)


Temos vivenciado profunda inversão de valores, resultante de interesses imediatistas e materiais, e de generalizada incompreensão sobre o que é natural, e o que se tornou apenas normal para o indivíduo e sociedade. Ignorar a diferença entre um e outro facilita enganos de toda espécie, pois o normal de hoje possivelmente não o será amanhã, porque imutável só a lei natural (divina). Podemos, portanto, dizer que natural é aquilo que está de acordo com as Leis da Natureza, enquanto normal é o que se tornou habitual, não causando mais estranheza.

Deus não varia de humor, nem de opinião. Suas leis são perfeitas e regem a harmonia universal, tanto no reino material quanto no espiritual, por toda a eternidade, dando estabilidade ao Universo. Mas os homens estão em processo de evolução, e necessitam, de tempos em tempos, modificar leis e regras morais que se mostram inadequadas ao progresso alcançado. O desenvolvimento intelectual e moral se faz através de experimentação, já que experimentando o homem adquire conhecimento e valores.

Falando doutrinariamente, para não incorrermos no erro dos ‘achismos’ pessoais, encontramos equívocos humanos quanto à prática das leis naturais esclarecidas em O Livro dos Espíritos.

Natural é a adoração que consiste “na elevação do pensamento a Deus”, pois através dela o homem aproxima sua alma do Criador. Normal tornou-se a ritualização da fé, sem envolver o coração.

Natural é trabalhar para viver com dignidade. Normal se tornou tentar “levar vantagem em tudo”, como se os fins justificassem os meios.

Natural é utilizar a energia sexual como fonte procriativa e laço material entre pessoas que se amam, criando intimidade e respeito. Normal tem sido o desequilíbrio da área genésica com abusos de toda espécie, que geram abortos, doenças, filhos sem pais, descontroles emocionais.

Natural é o respeito pelo organismo que nos serve de instrumento na encarnação, cuidando para que permaneça saudável. Normal tem sido o desgaste da energia vital através dos vícios, excesso de vaidade, adulterando o vaso carnal.

Natural é a destruição proceder da natureza, renovando as forças que movimentam o planeta. Normal virou matar, invadir, torturar, destruindo os que pensam diferente, tomando o que não nos pertence.

Natural é compreender que somos parte de uma sociedade mais ampla do que as divisões de estado e fé imprimem, e nos solidarizarmos uns com os outros. Normal é o egoísmo que impede o compartilhar, gerando dissensões, divisões, descaso pelo que pertence aos outros, como se isso não nos afetasse.

Natural é desejar progredir, buscando o desenvolvimento coletivo que privilegia a todos. Normal se tornou facilitar para que haja menos esforços construtivos, e mais absorção do esforço alheio.

Natural é seguir a consciência e respeitar o direito de igualdade, agindo com outros como gostaria que agissem consigo. Normal é ignorar a consciência, a qual tem gravada em si as leis morais, nos equivocando com o que parece certo, mas nem sempre é.

Natural é usar da liberdade com parcimônia, respeitando direitos e deveres. Normal tornou-se acreditar que liberdade é o abuso do direito enquanto se procura escapar do dever.

Natural é que a justiça ande de mãos dadas com o amor e a caridade, para que ninguém seja privado do necessário. Normal é que o supérfluo seja ambição da maioria, ainda que para isso deixemos morrer de fome aquele que bate faminto à nossa porta.

A liberdade que conquistamos não deve ser regida por liberalismos que se assemelham a libertinagem. Não temos que aceitar como se fosse natural, a decadência dos valores morais. É preciso, principalmente, voltar a educar moralmente as crianças, exemplificar valores aos jovens, agir com a dignidade que exige o ser cristão.

É tempo de despertar e avaliar nossas ações com a consciência isenta de interesses, a fim de decidir o melhor caminho a tomar. E nesse contexto, não há regra melhor para usar em si mesmo, do que imaginar como julgaríamos no outro, os comportamentos a que damos guarida.

Paz e Luz!

By Vania Mugnato de Vasconcelos

* * *

Este texto foi escrito para a 1ª Edição do JORNAL À LUZ DO ESPIRITISMO

Disponível no Site Grupo Espírita Nova Era, Semeando Esperança – G.E.N.E.S.E.

criado por rmleite    08:20:34 — Filed under: Espiritismo

1.4.09

ENFIM, vamos continuar!


 

Finalmente (e felizmente!) o site do Terra conseguiu

recuperar todos os arquivos deste blog.

 

Em breve estaremos de volta, com novo texto para estudo.

 

Continuem conosco!

 

 

 

Paz e Luz!

Vania Mugnato de Vasconcelos

criado por rmleite    19:16:22 — Filed under: Espiritismo

26.12.08

PROBLEMAS TÉCNICOS...

 

INFELIZMENTE, o Blog do TERRA sofreu uma alteração que deveria vir para melhorar os serviços prestados, mas durante a MIGRAÇÃO do blog antigo para o novo, o processo FALHOU, fazendo-nos PERDER (ao menos até prova em contrário) quase DOIS ANOS de trabalho, ou seja, todo o material postado até o mês passado.

 

EMBORA haja sido feita mais de uma RECLAMAÇÃO do Site do TERRA, ainda não recebemos nenhum posicionamento oficial do que ocorreu, nem mesmo temos idéia de se haverá solução, ou seja, se o blog poderá ser recuperado. POR ESTE MOTIVO, evitando maiores perdas, por enquanto não faremos novas postagens, pois talvez tenhamos que reiniciar nosso trabalho.

 

PEDIMOS compreensão e paciência, comunicando que pretendemos estar no ar novamente e em breve, no Blog Espiritismo SEM Melindres - seja no TERRA ou em outro site. Enquanto isso não ocorre, convidamos os amigos que possuem perfil no ORKUT, a visitarem a comunidade de mesmo nome, parceira de trabalhos, uma vez que ambas trabalham com a divulgação e esclarecimento do ESPIRITISMO.

 

CASO DESEJEM nos contatar, deixem seu email com recado nos comentários, os quais retornaremos.

 

APROVEITAMOS para vibrar pelos amigos que estiveram conosco neste ano, convidando-os a permanecerem juntos também em 2009, ligados a nós por laços fraternos. E recebendo carinhosamente todo amigo que desejar estudar conosco futuramente.

 

ABRAÇOS de Paz e Luz!

Vania Loir@ Vasconcelos

 

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criado por rmleite    17:39:44 — Filed under: Espiritismo

6.11.08

Há de vir o ESCÂNDALO...


Por que, no mundo, os maus têm geralmente maior influência sobre os bons?
– É pela fraqueza dos bons; os maus são intrigantes e audaciosos,
os bons são tímidos; quando estes últimos quiserem, dominarão.

(
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Pergunta 932)

É fácil notar como as pessoas andam chocadas com o alto grau de violência, maldade, desregramentos morais de toda espécie, que tem sido vistas nos variados meios de comunicação, inclusive se estendendo para nossa realidade próxima. No entanto, estranhamente, nem sempre parecem compreender qual sua cota de participação neste contexto, considerando suas reações, receptividade, curiosidade, divulgação e omissão perante o que vêem.

Analisemos friamente... A TV, por exemplo, não é ligada automaticamente, nem automática é a escolha dos canais e programas que assistimos através dela. Isso nos transfere toda a responsabilidade sobre quais informações e modelos entram em nosso lar, atingem nossa família – especialmente filhos, e invadem nossa mente, fortalecendo imagens subliminares de naturalidade no que apenas (e infelizmente) tornou-se normal.

Os abusos divulgados pela mídia, jornalistas, produtores, atores, escritores, têm expectadores fiéis, ávidos por assistir a miséria alheia, esperando (como abutres!), acontecer a carnificina material e moral do outro, otimizando o uso do seu tempo entre críticas, julgamentos, palpites, desesperanças, ironias, exacerbamento das paixões e até, a mera aceitação.

Os valores morais do ser humano estão em xeque. Já não se compreende a diferença entre o certo e o errado, o natural e o normal, que têm se misturado numa confusão que passa intimamente despercebida, mas persiste socialmente impactante.

Quando vemos mães e pais deixando suas filhas de 8, 9 anos, irem de ônibus sozinhas à escola; deixando-as ter perfis no Orkut, endereços de MSN, sem saberem com quem se comunicam... como surpreender-se ao serem encontradas mortas, abusadas por pedófilos?

Quando vemos mães e pais deixando suas filhas de 12 anos namorarem rapazes bem mais velhos quando deveriam estar brincando de bonecas e estudando... como surpreender-se que aos 15 elas estejam grávidas; ou mortas devido a possessividade dos namorados?

Quando vemos mães e pais dando armas de brinquedo a seus filhos pequenos, e deixando-os assistir programas onde se vê que o violento é quem tem poder e coragem, é temido e admirado... como surpreender-se que aos 16 anos eles invadam a escola e matem seus colegas e professores tornados desafetos?

Quando vemos milhares de curiosos visitarem o velório de alguém que foi vitimado por um crime hediondo, muitos dos quais fotografam o “evento” para levar como troféu... como surpreender-se que a miséria humana seja largamente divulgada pela mídia?

Quando vemos que o ator bonitão que é pego em flagrante adquirindo drogas, em vez de ser usado como modelo de comportamento inadequado, é contratado como o galã da próxima novela das 8... como surpreender-se que nossos filhos achem legal, normal e lícito drogar-se?

Quando compramos para nossos filhos CD’s de músicas funk porque todos o escutam, a escola e os pais dos amigos o colocam para tocar nas festinhas e comemorações... como surpreender-se que eles queiram ir aos bailes deste quilate, onde mulheres sem calcinha entram sem pagar?

Quando permitimos que nossos filhos assistam programas de adolescentes, bem como novelas ‘globais’ fora de sua classificação etária, as quais mostram que sexo sem responsabilidade é normal, é bom, é divertido, e uma eventual gravidez na adolescência é motivo só de alegria, tem boa recepção dos familiares, do pai da criança... como surpreender-se que cada vez mais e mais cedo, mocinhas sintam na pele a dura realidade da maternidade precoce ou do aborto?

Temos sido bombardeados por lixos morais (‘imorais’, melhor dizendo), que insistem que nossos modelos, nossos ícones, sejam os que têm fama, beleza física e poder, não importando se para isso usem seu corpo, usem a violência como profissão, sejam corruptos ou criminosos.

No momento atual da humanidade, o que se ensina às crianças, que se reforça nos adolescentes e jovens, e que se exige dos adultos, é a eterna luta entre o bem e o mal, mas uma luta equivocadamente compreendida, onde o bem luta com força física em vez de moral, e se mostra fraco e piegas mesmo vencendo ao final.

Desta forma, como esperar que haja um aumento da responsabilidade individual e social, quanto à moral, valores, virtudes e das convicções de que o outro tem as mesmas necessidades que nós; como perceber que precisamos agir conforme esta realidade, auxiliando, respeitando, moralizando, educando, amando enfim!?

“Há de vir o escândalo...”, disse Jesus, considerando que somos frágeis na vontade de agir no Bem e, por isso, naturalmente escolheríamos amargos caminhos até amadurecermos a alma imortal. Mas disse ele, também, “ai daquele através de quem o escândalo vier”, mostrando que o que age no mal em qualquer instância, bem como o que se omite no bem (e se torna instrumento passivo do mal), será responsabilizado por sua cota de participação no mundo que construímos diariamente.

Como diz a frase de autor ignorado, que recebemos por e-mail...

Fala-se tanto da necessidade de deixar-se um planeta melhor
para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos
filhos melhores (educados, compassivos, responsáveis)
para o nosso planeta.

Reflitamos seriamente a respeito
Mais que isso, tomemos atitudes compatíveis com o que afirmamos crer.

By

Vania Loir@ Vasconcelos

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criado por rmleite    14:00:12 — Filed under: Espiritismo

16.9.08

AMOR acaba? Continua? Como? Quando?

Alma gêmea da minh’alma,
Flor de luz da minha vida,
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão! (...)

És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Porque sou tua esperança,
Como és todo o meu amor! (...)

(Emmanuel, Há dois mil anos, Chico Xavier)


Hoje não falaremos sobre o amor universal, exemplificado por Jesus, intuído e desejado para o futuro da humanidade; analisaremos o amor entre duas almas, o que nos liga especialmente a uma pessoa.

Das definições de Amor que encontramos, a que parece estar mais de acordo com as necessidades deste estudo é:

Amor é o sentimento que indica a viva afeição
que nos impele para a pessoa
que é objeto dos nossos desejos,
numa clara inclinação da alma e do coração.

O verdadeiro amor, portanto, é aquele que sente afeição profunda, nos inclinando para uma pessoa em especial, com a qual a alma e o coração desejam compartilhar do mesmo ar, experiências e momentos. Qualquer desejo de posse, desconfiança, medo, ou exclusivamente sensual que haja no sentimento, demonstra que o amor está mesclado de paixão – ainda não se sublimou.

O AMOR ULTRAPASSA A MORTE?
Sim, o verdadeiro amor (paixão NÃO é amor) é laço incorruptível que transcende a morte. A morte é o fim da vida orgânica, nada mais que um desatar dos nós que prendem o princípio inteligente (alma) ao corpo material. Com a morte, o que somos, sentimos e pensamos permanece vivo, até mais intenso, pois já não está ofuscado pela matéria. Sendo assim, os sentimentos permanecem vivos.

HÁ VÍNCULOS DE AMOR NAS REENCARNAÇÕES E NA ETERNIDADE?
Se a alma é imortal e o amor transcende a morte, fácil é conceber que os vínculos de amor alimentado nas diversas encarnações, continuam existindo tanto na erraticidade (período vivido na espiritualidade, entre as encarnações) quanto durante a encarnação. Na vida espiritual o sentimento é pleno, consciente, sabemos quem é alvo de nosso afeto e dedicação, embora não deixemos de amar fraternalmente, infinitos outros espíritos que caminham conosco.

EXISTEM ALMAS GÊMEAS?
Não existem almas gêmeas no sentido popularmente utilizado, ou seja, duas metades que eternamente necessitam uma da outra para completar-se, que se procuram incessantemente, infelizes uma sem a outra, e sendo uma fatalidade estarem juntas um dia. Deus fez cada espírito inteiro, indivisível. No entanto podemos entender como sendo almas gêmeas, as almas que caminham juntas na imortalidade, encarnam próximas, conhecem-se, ajudam-se, compartilham, e aprendem a amar-se de forma especial. Uma e outra são inteiras, embora se amem e procurem ajudar-se. Este amor não as faz olvidar o amor fraterno e universal que todos sentiremos um dia, por toda a humanidade.

AS ALMAS QUE SE AMAM, SE ENCONTRAM EM OUTRAS VIDAS?
Havendo continuidade da vida na espiritualidade, a única permanente, e havendo a condição positiva do espírito levar consigo suas aquisições morais, de conhecimento e sentimentais, o amor que sentem é como imã que os atrai aos objetos de seu afeto, tanto na encarnação quanto na espiritualidade. A vida espiritual é de atividade construtiva, as almas que se amam procuram estudar e trabalhar juntas, ajudam-se no crescimento mútuo, os mais adiantados auxiliam os que se perderam temporariamente no caminho. Muitas encarnam juntas; outras optam por seguir o afeto que encarnou, em espírito, como “anjo de guarda”. O certo é que não se esquecem, e procuram estar por perto para mutuamente apoiarem-se.

É POSSÍVEL RECONHECER UM AMOR DE VIDAS PASSADAS?
Na espiritualidade o sentimento é claro, de uma força e suavidade que mostram o que existe entre os espíritos que o sentem. Tanto mais fácil perceber este elo afetivo, quanto mais desenvolvido moral e espiritualmente é o espírito. Já durante a encarnação, há uma limitação imposta pelo esquecimento do passado, uma vantagem que Deus nos proporcionou para que o livre-arbítrio fosse pleno em nós. Quando encarnamos esquecemos do passado, e deixamos adormecidas lembranças e sentimentos. Se duas almas que se amam se encontram, talvez não venham a perceber imediatamente a importância real de uma na vida da outra, mas sentirão empatia, simpatia ímpar e profunda, o que as faz pender para a pessoa que acabaram de conhecer na nova encarnação. O reconhecimento de um amor de milênios pode ser forte e imediato, mas em geral, para nos facilitar a vida, surge doce e suave, lenta e profundamente.

O QUE FAZER QUANDO SE REENCONTRAM COM DESTINOS JÁ DEFINIDOS?
O fato de duas almas gêmeas – no sentido que expusemos, de terem aprendido a amar-se e que se procuram para continuar juntas sua jornada – encontrarem-se na encarnação, não significa necessariamente que devam ficar juntas, enquanto a experiência terrena estiver em andamento. Há reencontros que acontecem para que formem família, exemplifiquem o sentimento, evoluindo e dando, uma à outra, força nas provas, expiações e missões que vieram cumprir. É bem comum também que afetos verdadeiros não se encontrem, que estejam, cada um, vivendo experiências com outras almas, de modo a ampliar os laços do amor fraternal. Neste caso, costumam aliviar a saudade através de visitas em espírito (sonhos).

Há ainda outra possibilidade, em geral prova bem difícil por exigir o mais amplo sentimento de resignação, coragem e amor ao próximo: duas almas encontrarem-se, reconhecerem-se, amarem-se e não poderem ficar juntas porque já estão comprometidas com outras pessoas e famílias.

E porque Deus faria isso? Deus não fez. As próprias almas pediram esta prova como exercício expiatório e prova de resistência de suas más tendências, em geral, o egoísmo.

Imaginemos...

Duas almas aprendem a se amar; almas gêmeas que se tornam, escolhem experiências que irão fazê-las evoluir. Espíritos ainda em progresso, possuem defeitos morais que estão trabalhando nas existências. Nascem juntas, separadas, na mesma família, em outras, entre amigos ou inimigos. Entre tantas vidas, numa optam por temporariamente (o que são os anos de uma encarnação perante a imortalidade?) por encarnarem separadas. Casam-se com outras pessoas, formam famílias. Mas um dia encontram-se. Reconhecem-se. O amor ressurge. Seus compromissos espirituais são logo esquecidos, desejam-se. Eles deveriam resistir à tentação de trair, de abandonar os companheiros, os filhos, os compromissos, construindo falsa felicidade sobre lágrimas alheias. No entanto cedem. Traem, abandonam, fogem... não importa. Querem ser felizes e isso lhes basta. É o EGOÍSMO e a falta de fé no futuro, que lhes dirige a ação.

Mas não há real felicidade senão a conquistada no direito e na justiça. Se vencerem a tentação de fazer o que citamos, terão no futuro o mérito de estar uma com a outra. Se se deixam arrastar pelas paixões, estarão fadadas a novos afastamentos, lições dolorosas.

Escolhem esta experiência porque a visão que têm na espiritualidade é diferente da limitada visão da encarnação. Melhor abrir temporariamente mão da presença amada, já que o afeto não se esvai na ausência, do que abrir mão de estarem juntos em várias vidas e seus intervalos. Sendo o egoísmo o único motivador (e não o amor) da escolha de ficarem juntos a qualquer preço, constrói-se sólido castelo sobre a areia das ilusões. Fatalmente ele desmoronará, e será preciso reconstruí-lo.

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Vania Loir@ Vasconcelos

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11.7.08

A FÉ ... que TRANSPORTA montanhas


“Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé
do tamanho de um grão de mostarda,
diríeis a esta montanha:
Transporta-te daí para ali e ela se transportaria,
e nada vos seria impossível”.
(Mateus, XVII: 14-19)


Clara é a observação do Cristo: com FÉ (*) apenas mínima, já teríamos capacidade de transportar “montanhas” (simbolismo para problemas, dificuldades, limitações, defeitos, imperfeições). Como ainda lamuriamos, reclamamos, desistimos, desencorajamos, fácil é notar quão descrentes ainda somos, especialmente nos momentos difíceis.

(*) FÉ: palavra de origem latina (fide), que significa:
crença; confiança (Dicionário Michaelis).
Também significa: crença religiosa;
convicção em alguém ou alguma coisa;
firmeza na execução de um compromisso;
crédito; confiança; intenção; virtude teologal
(Dicionário Priberam de Língua Portuguesa).

Jesus deixa claro o poder deste sentimento, e esclarece que nada será impossível a quem souber usar esta força espiritual. Porém, temos a TEORIA DA FÉ, mas geralmente falhamos na PRÁTICA DA FÉ. Por isso, baseando-nos nas explicações da Doutrina Espírita, ponderaremos sobre os seguintes aspectos da fé:


Fé humana e fé divina
Fé cega e fé racional
Fé passiva e fé ativa

Define-se como FÉ HUMANA, a que é usada no CAMPO MATERIAL para conseguir objetivos materiais e intelectuais. Todos temos condições de desenvolvê-la, estimular a crença na própria capacidade de realizar uma tarefa material. Para estar em acordo com as leis naturais, deve ser aliada à humildade, para não se transformar em orgulho, sentimento que nos ilude sobre nossa realidade de caráter e valor.

Define-se como FÉ DIVINA, a que orienta o CAMPO ESPIRITUAL, guia o homem com a crença em uma força superior a tudo, direcionando sua capacidade para a descoberta do seu lado imortal. É a religiosidade que agrega a caridade, fraternidade e melhoria interior. Esta fé, aliada à fé humana, espiritualiza os objetivos desta última, direcionando a força material para a satisfação da coletividade.

A FÉ CEGA acredita SEM COMPREENDER, sem questionar, a cada passo se choca com as evidências da ciência, da lógica, e da razão. É ela que produz o fanatismo, sempre que levada ao excesso. Se fundamentar-se no erro, cedo ou tarde desmoronará, pois não contém solidez. Aquele que estimula a fé cega sobre um ponto de crença, confessa-se impotente para demonstrar sua razão.

A FÉ RACIONAL é aquela que se ALIA A RAZÃO. Ela dá à crença uma base firme, podendo encarar a ciência e o progresso a qualquer tempo, pois ensina que não basta só crer ou ver, é necessário compreender. É esta a fé propagada pelo Espiritismo. Somente a fé que se baseia na verdade nada tem a temer do progresso, pois o que é verdadeiro na obscuridade, também o é à luz.

A FÉ PASSIVA é fé SEM OBRAS, não vale nada, nem se aliada à Fé Racional, já que o conhecimento sem atitude não salva nem melhora ninguém. Recordamos Tiago, o apóstolo, que alertou... Que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma - Tiago 2, 14;17.

A FÉ ATIVA é a APLICAÇÃO do que sabemos, mudando o mundo, começando pelo nosso próprio mundo interior; mudar o exterior é consequência natural desta transformação pela fé: consciência de ser além do que vê e acha que pode. Não adianta ler a Codificação Espírita, a Bíblia, ou outras obras religiosas, filosóficas, se todos estes ensinamentos não nos tornarem pessoas melhores, transformando em obras materiais e espirituais o que aprendemos. A fé, quando ativa, possibilita beneficiar o próximo diretamente e através de exemplos, e faz com que este bem seja também revertido para nós mesmos, pela lei de ação e reação.

Considera-se fé, em geral, somente a crença em certos dogmas religiosos aceitos sem exame. Porém a fé extrapola esta definição simplista, ela está na convicção que nos estimula a elevarmo-nos além das trivialidades, nos arrebata na busca por ideais elevados, nos muitos aspectos na fé: em si, numa obra material qualquer, num objetivo moral, na política, na pátria, na busca de Deus.

A fé religiosa, quando cega, anula a razão, pois se submete ao que outros dizem ser verdade, aceita como verdadeira ou falsa uma doutrina, sem refletir profundamente a seu respeito, conduzindo ao fanatismo.

A razão é faculdade superior, intrínseca ao ser inteligente, destinada a permitir que nos esclareçamos sobre todas as coisas. Por isso é preciso que caminhe com a fé para completarem-se. Como todas as outras faculdades, a razão se desenvolve e aumenta pelo exercício. A razão humana é um reflexo da Razão eterna. É Deus em nós, disse S. Paulo.

É preciso não confundir FÉ com PRESUNÇÃO, vaidade, orgulho ou senso de superioridade. A verdadeira fé se conjuga à humildade, pois o humilde é capaz de reconhecer quando está enganado, e mudar de rumos sem sofrer com esta decisão. Fé não se prescreve, não é imposta, ela pode ser adquirida e ninguém é impedido de a possuir.

A resistência do incrédulo, para crer, provém mais da maneira como lhe apresentam as coisas, do que por descrença pura. Para crer não basta ver; é preciso, sobretudo, compreender, disse Allan Kardec. O dogma da fé cega, tão antigo, ainda produz incrédulos, porque se impõe através da exigência da aceitação sem uso do raciocínio e do livre-arbítrio; uma vez que não admite provas, deixa no espírito da pessoa crítica, um sentimento de inconsistência, o qual dá nascimento à dúvida.

A fé raciocinada se apóia nos fatos e na lógica, e por isso nenhuma obscuridade deixa: a criatura crê, porque tem certeza, e só existe certeza naquele que compreendeu. Fé inabalável só o é a que pode encarar a razão, frente a frente, em todas as épocas da Humanidade (Allan Kardec).

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Vania Loir@ Vasconcelos

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12.5.08

Carta aos CÉTICOS...

“Senhor, que quereis que eu faça?”
(Paulo, Atos dos Apóstolos)

Um amigo que se auto-intitula cético, me sugeriu abordar este tema. Pensei, primeiro, quão longe ele está da descrença, sendo tantas as questões sobre a existência que o abalam. E depois, refleti na dificuldade de alcançar algum sucesso na área do esclarecimento a quem não crê, com este post.

Sim, porque entendo que há, basicamente, dois tipos de céticos...
E nenhum aceita com facilidade as argumentações da fé.

O tipo “
sou cético e sou feliz” jamais aceitará qualquer explicação que exija a crença como ponto de partida, e mesmo os mais racionais esclarecimentos terão como resposta objeções que comecem com “sim, mas...”. Suas respostas serão lógicas e pautadas na ciência formal, e quando não tiverem mais respostas, certamente darão a última palavra: “ainda assim não creio, portanto não existe”.

O outro tipo de cético, é como percebo ser o meu amigo... alguém que não crê em quaisquer argumentações da fé, sem que elas estejam plenamente pautadas na razão; alguém que desejaria ter respostas, mas só possui perguntas; alguém que sente que há algo além, mas prefere negar a dizer que crê cegamente. Este tipo não é cético, literalmente falando, é alguém cujas religiões não alcançaram, porque, inteligentes, não são moldáveis à fé cega. No dia em que se convencerem, serão novos Paulo de Tarso, convertidos na estrada de Damasco da encarnação e daí em diante, fervorosos defensores da fé raciocinada.

O primeiro tipo de cético não se pode ajudar, a ele exclusivamente pertence a decisão de aceitar pensar em outras possibilidades que não a eterna negação. Ao segundo... quem sabe? Podemos lhes falar da nossa fé e trazer as lúcidas explicações de Allan Kardec, em apoio a ela. Não alcançaremos milagres de aceitação de certas verdades divinas, mas se provocarmos uma ponta de interesse, bem como a vontade de fazer mais perguntas e buscar mais respostas, teremos tido sucesso.

Quando falo de céticos, não falo necessariamente de ateus, mas de pessoas que não crêem em certas leis naturais, tais como a Reencarnação, e a lei de Causa e Efeito, entre outras. São muitos, portanto.

No entanto, estas leis não são novidade espírita, são incriadas pelos homens, e conhecidas há milênios pelos homens, especialmente os orientais. O ocidente, pautado pelo cristianismo nas bases da igreja católica, é quem dá sustentação discutível à existência da vida única, ao inferno e ao pecado original, assumindo um Deus sem justiça como criador, excluindo a possibilidade mais natural e racional de que os renascimentos são viáveis, única resposta que justifica todas as desigualdades (morais, intelectuais, materiais, biológicas) da humanidade.

Partindo da crença na existência de Deus, já que não falarei a ateus absolutos, entendemos que Ele cria e sustenta tudo no universo. Segundo Jesus, não há uma só folha de árvore que caia, sem que Ele o saiba.

Como será Ele então?

Capaz de criar o Universo e incapaz de dar-nos imortalidade?
Capaz de criar a inteligência e incapaz de dar tempo bastante para que ela se desenvolva?
Capaz de criar o amor em nós, e incapaz de nos amar a ponto de dar outra chance?
Capaz de criar pais e mães e incapaz de ser mais generoso, amoroso, justo do que eles?

Não há a mínima chance de haver justiça sem haver Reencarnação, o que por si só exige a preexistência da alma, sendo esta o ser imortal que se veste de carne para trilhar a jornada na escola da vida humana.

Quem nega a possibilidade de existirem espíritos, nós mesmos sem a carne que morre e apodrece tão facilmente, nega tudo o que não vê. Hoje se crê em bactérias, vírus, em átomos, em dimensões, porque a ciência conseguiu mensurar. Mas quando conseguiu? Como era nossa ciência há 500 anos? E há 100? Há 15 anos, aproximadamente começamos a ouvir falar de telefone celular, e eu era criança quando a TV a cores surgiu. Mas depois disso, quantos progressos ocorreram? Como nos comunicamos hoje? Online...

Então, não é inteligente negar porque a ciência não provou ainda, mas é inteligente usar a razão para analisar questões profundas cujas provas que temos hoje estão dentro da ciência experimental, não descartadas pela ciência oficial, que não descansa na busca do Espírito e de Deus. Afinal, porque se insiste tanto em tentar provar algo que não existiria? Não será porque não existem respostas sem a existência deles, e matematicamente isso significa “não vemos, mas está lá”?

Como, sem a reencarnação e a lei de causa e efeito, explicar todas as desigualdades que vemos? Não há um critério único de oportunidades, de tempo de vida, de tipo de experiência. Como julgar que um é superior moralmente ao outro se suas experiências em nada se assemelham? É fácil ser honesto quando se possui tudo, bens, saúde, trabalho, comida... seríamos todos honestos morando no morro, debaixo de chuva, com risco de sua casa desabar, seu filho morrendo de febre e fome, e você não tendo como ajudá-lo?

Há somente duas saídas racionais para a crença do homem comum, negar Deus ou crer Nele e na Reencarnação. No primeiro caso, teríamos que acreditar que o acaso é inteligente, e sendo assim, o acaso é que seria Deus... No segundo, tudo possui respostas. Tudo.

O Espiritismo é extremamente rico na elucidação das dúvidas dos céticos.
Mas eles não sabem onde buscar.
Dou-lhes algumas dicas aqui...

O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita

O LIVRO DOS MÉDIUNS
Noções preliminares

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Sócrates e Platão, precursores da idéia cristã e do Espiritismo

O CÉU E O INFERNO
Os anjos (segundo a Igreja; refutação; segundo o Espiritismo)
Os demônios (segundo a Igreja; refutação; segundo o Espiritismo)

A GÊNESE
Caráter da Revelação Espírita

O QUE É O ESPIRITISMO
Segundo Diálogo - O Cético
Os incrédulos não podem ver para se convencerem

Não me estenderei mais...
Apenas espero que os céticos tenham adquirido uma dúvida...
De que sua certeza seja absoluta verdade.

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Vania Loir@ Vasconcelos

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criado por rmleite    21:24:08 — Filed under: Espiritismo

25.3.08

Perdão…

Aquele dentre vós que
estiver sem pecado,
atire a primeira pedra. 
 
(Jesus, em João, cap VIII)

Todas as religiões, por princípio, pregam o perdão, e esclarecem que perdoar é parte indispensável do processo de evolução moral individual e coletiva, bem como da caridade bem aplicada. Nas doutrinas religiosas cristãs, esta palavra - PERDÃO - está sempre vinculada ao exemplo de Jesus, bem como às suas assertivas de que devemos perdoar não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes. Perdão incondicional e ilimitado, eis o que Ele nos propôs.

Mas o que entendemos por perdoar? Como perdoar sem permitir que o mal nos envolva, sem nos deixar ficar sob as instâncias daqueles que nos magoam, ferem, ofendem?

Não resistais ao mal... apresenteis a outra face, entregueis também o manto, caminhei dois mil passos... mais palavras de Jesus! Como? Como não resistir, como fazer ainda mais do que nos exigem os que erram conosco?

Jesus jamais quis ser literal nestas afirmações, jamais nos convidou a deixar o mal impune, nem compactuar com ele. Jesus utilizou de imagens comuns, cotidianas, para nos mostrar que o que nos ofende não é tanto a agressão do outro, mas o ORGULHO que carregamos, o qual nos faz sentir ofendidos e, pior, ter que revidar o mal recebido, para não passar por covardes. Não, Jesus não quis dizer para deixarmos de reprimir o mal, mas para não pagar o mal com outro mal. Perdão é o pagamento do mal com o Bem...

Por esta nossa limitação em perdoar, exatamente porque estamos a milênios alimentando na alma o orgulho e o egoísmo, é preciso exercitar o perdão. Este exercício trabalha nosso orgulho, reeduca nosso (falso) senso de superioridade, além de colocar cada coisa em seu lugar correto, pois se os outros erram, nós também erramos, se os outros precisam ser perdoados, nós também precisamos.

O perdão nivela os homens pelo que neles há de melhor, libertando quem perdoou, dos maus sentimentos que o escravizavam a quem o feriu.

O Evangelho Segundo o Espiritismo,  terceira obra básica da codificação espírita, tem uma receita bem simples para o agir do cristão, em todas as ocasiões: o B I P !

Benevolência (qualidade de quem é benévolo = bom) para com todos.
Indulgência (qualidade de quem é indulgente = clemente) para com as imperfeições alheias.
Perdão (qualidade de quem perdoa = desculpa) das ofensas.

Unamo-nos ao que nos dizem os Espíritos!

Espíritas, jamais vos esqueçais de que, tanto por palavras, como por atos, o perdão das injúrias não deve ser um termo vão. Pois que vos dizeis espíritas, sede-o. Olvidai o mal que vos hajam feito e não penseis senão numa coisa: no bem que podeis fazer. (...) Feliz, pois, daquele que pode todas as noites adormecer, dizendo: Nada tenho contra o meu próximo. (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Bem Aventurados os Misericordiosos).

Pergunte-se...
Você deseja aprender a perdoar?
O que lhe falta para começar?

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Vania Loir@ Vasconcelos

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29.1.08

Tempo de COLHER


“Deixai crescer ambos até a ceifa,
por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros:
colher primeiro o joio e atai-o
em molhos para o queimar”.
(Jesus - MT 13:30)

Deus é tolerante com nossas mazelas morais, embora isso não signifique que estejamos livres de nos responsabilizar por elas. Diferentemente do que se pensa, por ser milenarmente divulgado pelas religiões, Ele não deseja que após curto tempo de vida carnal, seja sua obra irremediavelmente votada ao inferno eterno, caso tenha caído em erro – o que é bem provável que aconteça, considerando-se nossa imaturidade moral.

Por esta razão é que recebemos sempre novas oportunidades reencarnatórias, de modo que, como o aluno recalcitrante, tenhamos mais oportunidades de aprendizado que nos promoverá espiritualmente.

Mas da mesma forma que o aluno rebelde repete o ano letivo, sem deixar, no entanto, de arcar com as conseqüências de sua reincidência no erro, o Espírito renasce quantas vezes for preciso para fazer o mesmo por si. A lição repetida torna mais simples compreender onde houve falha, embora a dificuldade natural de conviver com outros tantos alunos atrasados, inconseqüentes, que aumentam o peso das provas experimentadas.

O joio, erva-daninha que se parece com o trigo até determinada etapa do crescimento, não cresce porque o lavrador tem preguiça, mas porque eles se originam na mesma área, e é preciso esperar até que se defina como joio, para então ser separado do trigo sem margem de erro. E é preciso separá-los, porque ele compromete a qualidade do trigo.

No caso do joio e do trigo, espiritualmente falando, o lavrador divino também aguarda pacientemente o tempo da colheita, para que seja feita a separação correta das almas que hoje compõem a humanidade terrena.

O espírito-trigo representa o ser comprometido com o progresso, desejoso de evoluir moralmente. É aquele que não mais quer ser erva-daninha; deseja ser útil à terra fértil que lhe serviu, ser grato ao lavrador que arou a terra, adubou, que lhe deu oportunidade de viver; enfim, quer produzir de si mesmo o melhor grão.

O espírito-joio é o ser equivocado dos valores que devem ser cultivados para o próprio bem. Poderia vir a tornar-se trigo, pois o lavrador oferece-lhe tudo o que precisa para seu desenvolvimento, dando-lhe chances de optar por caminhos diferentes dos que estava trilhando. No entanto, muitas vezes o espírito-joio prefere o imediatismo, o materialismo, acreditando ter escapado da vigilância do lavrador. Durante seu desenvolvimento, ele tenta levar vantagem sobre os demais, e como erva-daninha que é, sufocar o trigo e seus bons frutos.

Ocorre, porém, que tanto para a natureza material quanto espiritual, chega sempre o momento da colheita. Quando o lavrador vê que é tempo de separar os frutos, pouco se pode fazer a respeito, quem ainda nada fez.

Este é exatamente o tempo que a humanidade terrena está vivendo. Um ou outro espírito já se definiu inequivocamente como joio ou trigo, mal ou bem, mas quase todos os membros da humanidade ainda estão sendo convocados à regeneração.

O planeta Terra – como tudo no universo – está em trânsito da condição expiatória-probatória, para a condição regeneradora, e futuramente só poderá permanecer nele quem se compatibilizar com os novos rumos planetários.O processo é lento a nossos olhos, mas vem sendo realizado, não sem antes muitos alertas serem dados, vindos de profetas, médiuns, missionários, religiões e até da ciência, que nos chama a atenção para as graves mudanças na natureza terrena.

Assim, cada um de nós está, agora mesmo, escolhendo seu destino. Como joio, preferindo o egoísmo e seus derivados, seremos atraídos para nova escola, em outro planeta. Como trigo, permaneceremos em processo de aprimoramento de qualidade moral na própria Terra. Eis a questão que muitos deixam de considerar, esquecendo que o tempo não espera...

O lavrador Jesus, depois de tanto tempo arando, adubando, cuidando com carinho de cada um de nós, precisa, pelo bem geral, proceder com tal separação. O bom grão, entre seus semelhantes, produzirá mais, e o mau grão será tratado mais adequadamente em outro terreno, de modo que futuramente mude intrinsecamente para melhor.

Joio?
Trigo?
Quem você pretende ser?

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Vania Loir@ Vasconcelos

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criado por rmleite    20:32:22 — Filed under: Espiritismo

3.1.08

TRABALHAR faz evoluir


A humanidade trabalha para tudo conquistar: comer, vestir, morar, conhecer, curar, divertir-se... Nada há que esteja absolutamente pronto, que não precise ser feito ou aprimorado, exceto, é claro!, o que Deus já forneceu. Mas mesmo para degustar a fruta madura, nascida na árvore semeada pela natureza, é necessário o esforço da colheita, é indispensável haver trabalho.

Porque? Porque Deus deu os animais, mais facilidades que a nós?
Não somos então sua obra mais inteligente e capaz?

No entanto, não temos a força e agilidade de tantos animais. Nem sua visão, audição, olfato. Não saltamos longe, não respiramos debaixo d’água nem nas grandes altitudes. Não voamos, nem corremos em velocidades incríveis. Nossos dons são limitados, se comparados à natureza animal. Parece que Deus distribuiu aos animais irracionais os dons que nos negou.

Ocorre que a Providência Divina é sábia. Dá aos animais as qualidades físicas que necessitarão para sobreviver entre as espécies, cuja inteligência primária e instintiva se encarrega de os fazer utilizar. Fora disso, nada criam, nada inventam, não resistem ao diferente.

Mas não são assim os homens. A raça humana é a manifestação material do espírito imortal, Espíritos vestidos de carne, criados, em seu princípio, na simplicidade e na ignorância, porém recebendo o dom mais precioso de todos: a capacidade de pensar livremente.

E é através das experiências, compreendidas através do pensamento, que a inteligência se exercita; neste árduo e longo processo, a aplicação prática do pensar amplia a capacidade intelectual humana, e a exigência do trabalho em prol da sobrevivência faz com que se melhorem as condições de vida do ser, que começa a evoluir com isso.

É pelo trabalho, enquanto cria, faz, remodela, amplia, inventa, melhora, desenvolve tudo o que precisa para viver em melhores condições, na matéria, que a alma progride. Na atualidade, é óbvio que já imitamos e superamos os animais em força, visão, audição, olfato, capacidade de voar, mergulhar, construir, e muito mais, através do trabalho. E por isso defendemo-nos melhor, sobrevivemos melhor e progredimos ainda mais rápido em inteligência.

Se Deus nos tivesse liberado do exercício do trabalho, material e intelectual, o espírito humano ainda permaneceria na idade das pedras. Além das mãos que constroem, a mente atua no trabalho de pensar e planejar, vislumbrar alternativas e criar possibilidades. Tudo perfeitamente encadeado dentro das leis que nos levarão à perfeição.

Mas, alguém pode afirmar que, se inteligência fosse prova de evolução, não viveríamos neste mundo atrasado, repleto de dificuldades morais, já que não usamos a capacidade intelectual para o Bem da coletividade; quando muito usamos a inteligência egoisticamente, junto ao grupo a que pertencemos. Somos ainda trogloditas da moral, com instrumentação de seres superiores.

Sem dúvida, procede tal pensamento, mas também aqui Deus a tudo provê. Só evolui em moral e bondade, encaminhando-se à superioridade natural dos Espíritos iluminados pelo Amor, aqueles que compreenderam a utilidade de caminharem regidos pelas leis naturais.

Sem inteligência, não há compreensão, e sem compreensão não existe moral. Ou em outras palavras: o trabalho que desenvolve a inteligência é o mesmo trabalho que desenvolve a moral.

Devemos analisar os motivos de Deus para fazer as coisas acontecerem, assim entenderemos a beleza de suas leis. É mesmo muito útil fazê-lo, pois entendendo quanto possível o Seu Pensamento lúcido e vivaz, nos estimularemos a sair da posição de coadjuvantes para a de protagonistas de nossas vidas, recebendo, ao fim das diversas existências, os prêmios do progresso alcançado.

Sendo assim, desejo muito TRABALHO a vocês!

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Vania Loir@ Vasconcelos

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22.12.07

REENCONTROS de Natal

Todo ano, nesta época, o clima de Natal envolve os corações.

Seres apegados à matéria que ainda somos, recordamos de comprar roupas novas, presentes diversos, comida e bebida farta, para brindar na noite que antecede ao Natal.

A quem brindamos em verdade, é a questão com que devemos nos preocupar.
E se brindamos do modo correto, é o que devemos nos questionar.

Jesus, o aniversariante, foi e é a simplicidade em pessoa, o amor em ação. Quando comemoramos seu natalício fora da simplicidade e do amor, em meio a desperdícios e abusos, não é a Ele que homenageamos, mas a nós mesmos, valorizando nosso egoísmo e orgulho.

Sem dúvida, a reunião fraterna na data que se convencionou chamar de Natal, é momento especial, rico de reencontros... 

REENCONTRAMOS
afetos, com os quais pouco compartilhamos bons momentos, durante o ano.

REENCONTRAMOS amigos, aos quais esquecemos de lembrar quão importantes são em nossas vidas. 

REENCONTRAMOS com a fartura pródiga, que faz questão de dividir o pouco ou o muito que tem.

REENCONTRAMOS com a alegria simples, felizes por sentir o coração em festa pelos motivos certos. 

REENCONTRAMOS com o sonho, a imaginação, a esperança, através da naturalidade e ingenuidade das crianças, a quem Jesus convidou a virem a si. 

REENCONTRAMOS com a fé, recordada pelas diversas religiões e pela fraternidade mais presente no ar, que nos convidam à crença em algo além da vida material. 

REENCONTRAMOS com o próprio Eu, com as metas de nossas vidas, com nossas virtudes e defeitos, em análise inevitável sobre nossa produtividade na presente encarnação.

Por tudo isso e mais ainda, o Natal é momento importante, que não deveria aguardar dia e hora marcada para acontecer.

Convida-nos Jesus que O deixemos nascer em nossas vidas a cada dia, comemorando com gestos e palavras, pensamentos e sentimentos, a doce certeza de Sua presença a nosso lado.

Bom pastor de almas, Ele pega em nossas mãos como sempre fez, e caminha conosco, nos perguntando a cada despertar:

- É Natal. O que você fará do seu dia?

A resposta, íntima, intransferível, está na Boa Nova deixada entre nós pelo meigo Amigo.
“Fazer ao próximo o que gostaria para si mesmo”.

FELIZ NATAL!

FELIZ CADA DIA DO NOVO ANO!

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Vania Loir@ Vasconcelos


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criado por rmleite    11:33:53 — Filed under: Espiritismo

15.12.07

CONSTRUÇÕES que não começam pelo alicerce

Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. 
 (Jesus)

Nascer, crescer, amadurecer, envelhecer, morrer.
Nisso se resumirá a vida humana?
Mesquinho seria um Deus que somente tais objetivos criasse para nós.

Nossas construções não começam nos alicerces fundados no nascimento carnal, nem mesmo nos da concepção. Muito anteriores, bem mais profundas são as fundações sobre as quais se estruturam a personalidade humana.

Somos reflexos, resultamos de nossas experiências na vida material; mas não menos influencia em nós, o passado anterior ao mais antigo passado que possamos rememorar.

Outras vidas.
Outras encarnações.
Outras oportunidades.
Outras experiências.
Vida após vida, como na escola, ano após ano de estudos, aprendizados e provas.

Podemos não recordar quando aprendemos a somar um mais um, nos primórdios de nossa vida escolar, podemos nem dar valor a esta simples adição. Contudo, ela não deixa de ser conceito fundamental para as diversas operações matemáticas que utilizaremos no decorrer da existência, em infinitas oportunidades.

O homem de hoje, na vestimenta carnal atual, não supõe a bagagem que carrega na alma imortal. Nosso alicerce funda-se muito antes do Ego atual, no Ego espiritual - que se tornará, com o tempo, um Eu espiritual superior em virtudes - e que interfere nas escolhas atuais mais intensamente que pensamos.

Sabendo disso, mais simples é compreender as tendências e impulsos, sintonias e afinidades com as coisas e pessoas pelas quais optamos na vida cotidiana. Fica mais claro perceber defeitos que nos comprazem, e até os quais, talvez, já não oferecem tanto prazer, mas que ainda não vencemos completamente, não os transmutamos em virtudes reais.

Somos uma edificação de milênios, não de efêmeros, míseros anos carnais, que alguns recebem mais que outros, da mãe natureza. Somos parte de algo muito maior, de uma obra infinita, e nossa importância é proporcional ao quanto interferimos positivamente no universo, representado por vezes, em apenas uma pessoa a quem façamos o Bem.

Conhecer-se é fundamental.
Mudar, mais ainda.
Fazer o Bem com este conhecimento, indispensável.

(O título do texto utiliza frase de Eurípedes Kuhl, na Obra "Três Arco-Íris")

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Vania Loir@ Vasconcelos

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criado por rmleite    14:51:39 — Filed under: Espiritismo

5.12.07

REFLEXÕES sobre a vida e a morte

O Espiritismo, assim como as demais religiões, nos remete à verdadeira condição do ser humano: Espírito Imortal. Não importa como cremos que será, mas sim que todos, ao crer, admitimos a sobrevivência, nossa própria sobrevivência, à morte do corpo.

Não podia ser diferente disso.
Mas é.

Na teoria, sabemos que Deus é o Criador de todas as coisas, e que, para ser Deus, é inconcebível que não o seja de modo perfeito e absoluto, em Bondade e Justiça. Sabendo disso, crer na imortalidade da alma se torna natural, já que um Deus com tais virtudes, não criaria uma obra inteligente e sensível para dar-lhe fim após uma efêmera vida carnal.

Mas na prática nossa crença evapora, como nunca houvesse existido. Começa na vida cotidiana e comum, quando voltamos toda nossa atenção e esforços para a matéria: corpo bonito, vestimenta da moda, carro do ano, casa ampla. E mesmo se não temos condições de ter tudo isso, adaptamos a atenção, voltando-a a focos materiais mais plausíveis, porém não menos imediatistas.

Quando, por alguma razão, a vida começa a correr riscos de findar-se (que sorte se for assim, melhor que morrer sem jamais ter cogitado o assunto!), começam nossas reais preocupações.

Se for a velhice chegando, voltamo-nos desesperados às ginásticas, complexos vitamínicos, roupas jovens, maquiagens, plásticas rejuvenescedoras quiçá. Viramos pseudo-jovens em corpos idosos, achando que podemos continuar sendo quem fomos, apostando no sexo como renovação, focando nele boa parte de nossa energia.

Se for a doença que vem nos consumir, surge o desespero, o medo, o terror do nada, o grito oculto da alma que diz “ainda não estou pronto”, mas não se pergunta quando estará, ou porque ainda não está. Ou então aparece a fé tardia, que quer apenas mostrar a Deus virtudes que não possui, a fim de enganar a Providência divina e receber protelações ou milagrosas curas.

No entanto, façamos o que façamos, a morte chegará.
Lenta, fria, inexorável, definitiva.

Depois dela, o que encontraremos?
Sabemos as possibilidades, mas todas dependem de nós.

Normalmente, agimos de forma incompatível com a crença na imortalidade, que dizemos ter. E com a crença em Deus que dizemos experimentar. Somos escravos do hoje, e da matéria que deveria servir de instrumento de melhores condições de vida espiritual, e de progresso.

Nossa reflexão é generalizadora, bem sabemos, embora muitos não ajam assim. A maioria ainda se engana quanto a isso! Muito mais que pensamos, somos vítimas de nós mesmos, do nosso apego às coisas da Terra, em detrimento das coisas do céu. Nossa bagagem, a que devemos carregar na grande viagem que nos levará do sono da carne ao despertamento da alma, não é material, pois nem mesmo o corpo nos pertence.

Somente morais, intelectuais e afetivas serão nossas provisões, e é nelas, no escolher o que levar e que jamais nos será tirado, é que devemos focar nossa atenção.

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Vania Loir@ Vasconcelos

criado por rmleite    22:51:43 — Filed under: Espiritismo

12.11.07

Aspectos da FÉ

Pois em verdade vos digo,

se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda,

diríeis a esta montanha: transporta-te daí para ali

e ela se transportaria,

e nada vos seria impossível.

(Mateus, cap. XVII)

FORÇA...
VONTADE...
REALIZAÇÃO...
DESENVOLVIMENTO...

Estas quatro palavras são fundamentais para a FÉ.


A FÉ, segundo definição de dicionário, significa:

Crença; convicção em alguém ou alguma coisa; firmeza na execução de um compromisso; confiança; intenção.


Sendo Fé a crença...

Ela é divina e humana, pois podemos crer em Deus e em nós mesmos, bem como na humanidade.


Sendo Fé a convicção...


Significa que existe a certeza de que algo ou alguém bom acontecerá em nossas vidas.


Sendo Fé a firmeza
...

Nenhum compromisso deixará de ser cumprido por falta de coragem, pois a resolução leva à conclusão..


Sendo Fé a confiança...

Indica que não importa o que pareça dar errado, está tudo certo e para tudo há um sentido, ainda que temporariamente desconhecido.


Sendo Fé a intenção...

É, posteriormente, sempre uma realização. Um propósito só tem significado se houver atitude, ação dirigida ao alvo de seu desejo.


A fé, divina ou humana que seja, precisa ser robusta e racional para ter as características da FORÇA – VONTADE – REALIZAÇÃO – DESENVOLVIMENTO. Fé forte, não teme enfrentar. Fé com vontade, não teme desejar. Fé realizadora, não teme fazer. Fé em busca de desenvolvimento, não teme progredir.


Como bem diz O Evangelho Segundo o Espiritismo...

A fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da FORÇA que em si trazem, e se quisessem pôr a VONTADE a serviço dessa força, seriam capazes de REALIZAR o que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um DESENVOLVIMENTO das faculdades humanas.


Agora que refletimos um pouco, pergunto:
Você tem FÉ?????

Abraços! 
Muita LUZ!

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Vania Loir@ Vasconcelos

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criado por rmleite    19:45:46 — Filed under: Espiritismo

31.10.07

Quatro legítimas VERDADES

"O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça,

de amor e de caridade, na sua maior pureza.

Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos,

a si mesmo perguntará se violou essa lei,

se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia,

se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil,

se ninguém tem qualquer queixa dele;

enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem".

O Evangelho Segundo o Espiritismo

   

O Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografado por Divaldo Pereira Franco, ditou a obra TRILHAS DA LIBERTAÇÃO. Esta obra, em forma romanceada, é bastante rica de conteúdo para estudo, voltado ao espírita.

Próximo da metade do livro, há um capítulo sobre os espíritos trevosos e as análises que fizeram dos pontos mais produtivos para a incitação ao mal na Terra, junto aos encarnados. 

O tema versa sobre OBSESSÃO, mas o texto abaixo aborda aspectos de caráter e fragilidades morais da humanidade, os quais trazemos aqui para conhecimento e auto-análise.

Vejamos...

1) SEXO => O homem é um animal sexual que se compraz no prazer. Deve ser estimulado ao máximo, até a exaustão, aproveitando-se-lhe as tendências, e, quando ocorrer o cansaço, levá-lo aos abusos, às aberrações. Direcionar esse projeto aos que lutam pelo equilíbrio das forças genésicas é o empenho dos perturbadores, propondo encontros, reencontros e facilidades com pessoas dependentes dos seus comandos que se acercarão das futuras vítimas, enleando-as nos seus jogos e envolvimentos enganosos. Atraído o animal que existe na criatura, a sua dominação será questão de pouco tempo. Se advier o despertamento tardio, as conseqüências do compromisso já serão inevitáveis, gerando decepções e problemas, sobretudo causando profundas lesões na alma. O plasma do sexo impregna os seus usuários de tal forma que ocasiona rude vinculação, somente interrompida com dolorosos lances passionais de complexa e difícil correção.

2) ORGULHO E EGOÍSMO => O narcisismo é filho predileto do egoísmo e pai do orgulho, da vaidade, inerentes ao ser humano. Fomentar o campeonato da presunção nas modernas escolas do Espiritualismo, ensejando a fascinação, é item de alta relevância para a queda desastrosa de quem deseja a preservação do ideal de crescimento e de libertação. O orgulho entorpece os sentimentos e intoxica o indivíduo, cegando-o e enlouquecendo-o. Exige uma corte, e suas correntes de ambição, impõem tributários de sustentação. Pavoneando-se, exibindo-se, o indivíduo desestrutura-se e morre nos objetivos maiores, para cuidar apenas do exterior, do faustoso - a mentira de que se insufla.

3) PODER => O poder tem prevalência em a natureza humana. Remanescente dos instintos agressivos, dominadores e arbitrários, ele se expressa de várias formas, sem disfarce ou escamoteando, explorando aqueles que se lhe submetem e desprezando-os ao mesmo tempo, pela subserviência de que se fazem objeto, e aos competidores e indomáveis detestando, por projetar-lhe a sombra. O poder é alçapão que não poupa quem quer que lhe caia na trampa. Ademais a morte advém, e a fragilidade de outras forças aniquila o iludido.

4) DINHEIRO => O dinheiro, que compra vidas e escraviza almas, será outro excelente recurso decisivo. A ambição da riqueza, mesmo que mascarada, supera a falsa humildade, e o conforto amolenta o caráter, desestimulando os sacrifícios. O Cristianismo começou a morrer quando o martirológio foi substituído pelo destaque social, e o dinheiro comprou coisas, pessoas e até o reino dos céus, aliciando mercenários para manter a hegemonia da fé.

* * *

Há exagero nas colocações?

Você se reconhece frágil em um ou mais destes aspectos?

O que fará para mudar isso?

Reflitam conosco!

Abraços!
Muita LUZ!

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Vania Loir@ Vasconcelos


criado por rmleite    09:32:53 — Filed under: Espiritismo

31.8.07

PRUDENTES como as Serpentes...

Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos.

Portanto, sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.

(Mateus - cap 10, versículo 16).


Foi Jesus quem disse estas palavras, quando orientava seus discípulos sobre suas missões futuras. O que Ele quis dizer?

O DISCÍPULO de Jesus, aquele que SEGUE SUAS IDÉIAS E DOUTRINA, vive no mundo material, encarnado na Terra, planeta que estando incluso na categoria dos mundos de Expiação e Provas, portanto atrasado, se apresenta altamente violento, egoísta e anti-fraterno.

Jesus nos convocou a não colocar a candeia sob o alqueire, num claro alerta de que não podemos negar aos que passam por nós, a divulgação e exemplificação das mensagens cristãs em que cremos, pois muitos estarão prontos para absorvê-las, quiçá dependendo de nós para isso.

Jesus nos pediu também para orar e vigiar, além de explicar-nos a impossibilidade de servir a Deus e a Mamon, sem deixar no entanto de explicar que era para dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

Citamos tais passagens, para compreender melhor o porquê do alerta de Jesus a seus discípulos, quanto a serem prudentes, embora mansos.

Os discípulos de ontem e de hoje, precisam ter uma VIDA MORAL nobre, rica, em meio a uma humanidade quase totalmente sem ética, sem moral ou de moral duvidosa, em meio a pessoas que dizem crer em uma força superior, mas não agem em conformidade com esta crença.

Afinal, PRUDÊNCIA é a virtude que leva o homem a prever e a evitar os erros e os perigos, é a cautela, a moderação, a precaução; não é omissão, nem cumplicidade. Bem como MANSIDÃO é definição para a índole pacífica, um modo de ser que envolve a brandura ou suavidade, o que também não é omissão, nem humilhação, mas postura de humildade.

Devemos sair de nossa usual posição de COMODIDADE, e embora usando de cautela para com o mundo, ainda assim respeitando e amando em todos os momentos.

Precisamos estar alertas, pois neste momento de transição que vivencia o planeta, Deus permite que os espíritos ainda em estado de inferioridade moral, ajam com a liberdade de seus instintos mais grotescos, obviamente limitados pelos méritos dos que desejam ferir, para que mais tarde ninguém reclame de ser julgado sem ter consciência e oportunidade de fazer diferente.

O que Jesus nos pede nesta passagem é que tenhamos COMPORTAMENTO CRISTÃO, o qual abrange a ponderação, bom senso, discrição, delicadeza, humildade, simplicidade e amor fraterno.

Não podemos ser prudentes nem mansos, ou seja, cristãos, realimentando o egoísmo, a violência, o orgulho e demais defeitos morais que a humanidade doente pensa equivocadamente, ser virtudes.

COM O ALERTA DE PRUDÊNCIA, não se deseja estimular a desconfiança e o separativismo. Nem com o pedido de mansidão, despertar a aceitação irracional do mal que nos assola, e não combatê-lo. Devemos, sim, ser ágeis no bem, jamais combinando nossas decisões e ações com a omissão. Prudência é cuidado, mansidão é pacifismo, e ambos nos exigem decisões firmes e postura consciente.

É preciso viver no mundo de César, cumprindo nossas obrigações, exigindo nossos direitos, conquistados pelo progresso, porém sem macular a consciência. Ser prudente e manso não é alienar-se do que ocorre, nem aceitar passivamente o que vê e sofre de mal.

* * *

Reflitam conosco!

Abraços!
Muita LUZ!

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Vania Loir@ Vasconcelos


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criado por rmleite    18:08:03 — Filed under: Espiritismo

26.7.07

O que dizem as RELIGIÕES...


Ainda nos surpreendemos com tantas coisas terríveis feitas pelo ser humano neste lindo planetinha azul, contra a humanidade, contra si mesmo, contra nosso habitat.

Mesmo assim, DEUS jamais desamparou a nenhum de nós, seus filhos, que somos sua obra. Ele está presente através de LEIS IMUTÁVEIS que regem os destinos, e na CONSCIÊNCIA individual de cada ser humano, onde as gravou. Porém, quantos de nós preferimos endurecer o coração, amortecer a consciência, de modo alcançar desejos sem qualquer piedade, e evitar receber as alfinetadas do remorso, na alma enegrecida pelo egoísmo.

Para ACORDAR os que se colocam em tais condições, em todo lugar do mundo, através de toda religião (e fora delas, pois Deus não exclui, nem prefere), a todo tempo o planeta recebeu  missionários divinos trazendo a luz da verdade, que ilumina o caminho do amor  que deve trilhar a humanidade.

Não podemos, em sã consciência, simplesmente achar que o mundo vai mal porque desconhece Deus ou o caminho até Ele, qualquer que seja o nome pelo qual O designemos.

O mundo vai mal porque quase todos nós optamos por nos OMITIR quanto ao exercício - aplicação cotidiana e habitual - das regras básicas da Caridade e da Fraternidade, as únicas que trarão a felicidade a este planeta .

Nossa omissão é ESCOLHA, e toda escolha uma semeadura. Toda semeadura dará colheita, e somos nós quem colheremos, grão após grão. Não custa refletir a respeito. C
omo disse bem uma das religiões abaixo, todo o resto é comentário.

* * *

O QUE DIZEM AS RELIGIÕES

BRAMANISMO - Esta é a súmula do dever: Não faças nada a outrem que te causaria dor se fosse feito a ti. (Mahabharata 5,1517)

BUDISMO - Não ofendas os outros por formas que julgarias ofensivas a ti mesmo. (Udanavarga 5,18)

CONFUCIONISMO - Existe máxima pela qual devemos reger-nos durante toda a nossa vida? Sem dúvida, é a máxima da bondade e do amor: Não faças a outrem o que não quererias que eles fizessem a ti. (Anacleto 15,23)

TAOÍSMO - Considera o ganho do próximo como teu próprio ganho e a perda do próximo como a tua própria perda. (Tai-Shang Kan-Ing Pten)

JUDAÍSMO - O que é odioso para ti não o faças ao teu próximo. Essa é toda a Lei; todo o resto é comentário. (Talmud, Shabbat 31a)

ISLAMISMO - Nenhum de vós será crente enquanto não desejar para seu irmão o que deseja para si mesmo. (Sunan)

CRISTIANISMO - Tudo o que vós quereis que os homens vos façam fazei-lho também vós, porque esta é a Lei e os Profetas. (Mateus 7,12)

* * *

A REGRA ÁUREA da vida comum e que nos possibilita a felicidade com justiça, é sempre amar ao próximo como a si mesmo.

PERGUNTAMOS:

• O mundo SERIA MELHOR se seguíssemos estas regras morais?

• Suas AÇÕES PESSOAIS passam perto ou longe destes conceitos?

• É MAIS FÁCIL fazer Caridade material ou Caridade moral?

* * *

Contamos com suas reflexões...

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Vania Loir@ Vasconcelos

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criado por rmleite    11:47:20 — Filed under: Espiritismo

6.6.07

REFORMA ÍNTIMA? Renovação Espiritual!

Há quem não aprecie a palavra REFORMA no conceito de renovação espiritual necessário a cada um de nós. No entanto, esta palavra define muito bem o que deveríamos (e viemos) fazer de nossas vidas:

REFORMA = Mudança para melhor; modificação, reorganização, substituição de objetos fora de uso.

Vejo a reforma íntima como quem vê a reforma de uma casa. Ao desejar uma casa melhor, por vezes mudamos uma parede ou outra de lugar, outras vezes mudamos os móveis, pintamos de outra cor, mudamos o telhado, trocamos uma porta ou janela de lugar. Mas quase sempre ela nos lembra como foi. Quando a casa está em péssimo estado, não raro derrubamos todas as suas paredes e começamos do zero. Porém, freqüentemente, aproveitamos boa parte das estruturas da fundação que possuía.

Assim é a nossa REFORMA ÍNTIMA, a qual nos remete à renovação espiritual. Temos uma história milenar que nos "construiu" como somos hoje. Instintos que se transformaram em defeitos, defeitos que se fizeram virtudes... Há em nós paredes boas, que podemos manter, e outras nem tanto, que devemos derrubar e reconstruir da forma correta. NÃO PODEMOS IGNORAR e simplesmente apagar quem fomos, nossa história, o que sentimos, pensamos, aprendemos, vivenciamos, conquistamos em milênios de reencarnações.

Porque é tão difícil fazer REFORMA ÍNTIMA?

Não é porque não lembramos do passado. Mas porque NÃO QUEREMOS CONHECÊ-LO. Não queremos usar de coragem, vontade, usar precioso tempo fazendo uma "nova planta" para seguir. Precisamos, como arquitetos e engenheiros da própria alma, analisar o que nos faz mal, nos estagna, nos atrasa, faz sofrer, o que pode ser melhorado. É preciso, para tanto, ter CORAGEM para quebrar paradigmas, ousadia para fazer diferente.

Um dos melhores conceitos que já vi sobre como e porque reformar-se, encontrei em um livro fora da Doutrina Espírita: O MONGE E O EXECUTIVO - uma história sobre a essência da liderança, de James C. Hunter.

Fala-nos Hunter, sobre a DISCIPLINA que precisamos ter para fazer coisas, conquistar coisas, sejam materiais, sejam morais. A disciplina, segundo ele, serve para que, treinando insistentemente e sem esmorecimento, exercitando o fazer diferente do nosso natural (aquilo que ainda é idéia e não prática), acabaremos por TORNAR NATURAL o que foi arduamente disciplinado em nós: habituamo-nos a ser o que devemos ser.

Há, segundo este material, QUATRO ESTÁGIOS necessários para adquirir novos hábitos ou habilidades, e estes estágios nos mostram os graus de dificuldade que vivenciamos para proceder com nossa REFORMA ÍNTIMA. Vejamos:

ESTÁGIO UM - Inconsciente e Sem Habilidade.
É o estágio ANTES de começar nosso exercício disciplinar. É a etapa inconsciente ou desinteressada de agir, reflete despreparo para mudar.

ESTÁGIO DOIS - Consciente e Sem Habilidade.
É o estágio em que AINDA não desenvolvemos a prática, embora tenhamos adquirido a consciência de que é preciso adquirir um novo comportamento. É a fase antinatural de quem tenta, mas ainda não consegue fazer bem o que se propõe.

ESTÁGIO TRÊS - Consciente e Habilidoso.
É o estágio em que estamos ADQUIRINDO experiência, exercitamos o novo comportamento tantas vezes que passamos a fazê-lo de forma mais confortável, a prática se torna mais fácil e menos antinatural. Pegamos o "jeito da coisa".

ESTÁGIO QUATRO - Inconsciente e Habilidoso.
É o estágio AUTOMÁTICO, quando o comportamento tornou-se natural, não precisamos mais pensar para fazer. É a incorporação do novo comportamento aos hábitos cotidianos, ou seja, incorporação da conquista à nossa natureza.

É isso o que Jesus pediu para nós fazermos, em tantas de suas orientações. Achamos difícil porque queremos caminhos fáceis, mas toda conquista demanda esforço, o qual demanda vontade.

Enfim, REFORMA ÍNTIMA é a reconstrução de nosso caráter, tornando-o cristão, divino, aproveitando as bases que temos. Não é, em tempo algum, ignorar nosso EU PASSADO, renascendo como um EU NOVO.

Deixem suas opiniões, comentários e dúvidas.

Abraços!
Muita LUZ!

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Vania Loir@ Vasconcelos

criado por rmleite    11:39:44 — Filed under: Espiritismo

29.4.07

A Felicidade NÃO é deste Mundo...

Em sentido amplo, felicidade é VIVÊNCIA PLENA DO BEM, AUSÊNCIA DE TODO MAL, aspiração de todo ser humano. Todos buscam a felicidade, porém por caminhos diferentes. Uns imaginam encontrá-la na posse das riquezas, porque supõem que o dinheiro tudo compra. Outros procuram encontrá-la nos prazeres sexuais, nas diversões, passeios, na glutonaria, no prestígio, no poder.

No entanto, confunde-se o termo felicidade com bem-estar. O
BEM-ESTAR é a posse de bens materiais, que dão mais conforto. A FELICIDADE
é mais ampla, porque envolve a realização do ser espiritual.

A felicidade, no seu sentido pleno, é
INATINGÍVEL NA TERRA.

Nosso planeta ainda é atrasado, considerando-se as possibilidades do Universo. É mundo de PROVAS E EXPIAÇÕES, e aqui o MAL AINDA PREDOMINA sobre o Bem. A felicidade completa pertence a mundos mais evoluídos, em que a FRATERNIDADE universal é regra.

Segundo os Espíritos superiores, o homem é quase sempre o
AGENTE DE SUA PRÓPRIA INFELICIDADE
. Se praticássemos a lei de Deus, nos pouparíamos de muitos males, e desfrutaríamos de uma felicidade tão grande quanto o comporta a existência terrena.

A felicidade pode ser encontrada no
MUNDO INTERIOR
, como conseqüência do dever retamente cumprido, e que naturalmente trará felicidade além da vida material, na espiritualidade.

Uma das principais leis divinas é a
AÇÃO E REAÇÃO. Somos punidos desde esta vida, pelas infrações às várias leis naturais, sofremos os males conseqüentes dessas infrações e de nosso próprio excesso. Se voltarmos gradativamente à ORIGEM
do que chamamos de infelicidades terrenas, perceberemos muitas vezes que são conseqüência de um primeiro desvio do caminho.

A
FELICIDADE TERRENA É RELATIVA à posição de cada um, entretanto, existe uma medida comum a todos os homens: para a VIDA MATERIAL, é a posse do necessário; para a VIDA MORAL
, a pureza da consciência e a fé no futuro.

Enfim, podemos afirmar o seguinte:

A felicidade absoluta não é possível enquanto o ser espiritual (que somos) não aprender a cumprir a lei básica de
AMAR AO PRÓXIMO
como a si mesmo. Porque sendo regidos pela lei de AÇÃO REAÇÃO, é impossível ser feliz quando alguém sofre perto de nós, muitas vezes por nossa culpa ou omissão, e é impossível ser feliz quando agimos no mal e o recebemos de retorno.

Toda a nossa vida é regida por escolhas. O LIVRE-ARBÍTRIO nos permite decidir aonde ir, e devemos lhe dar maior atenção. Mesmo aquilo que pareça fugir de nossa alçada (digamos, por exemplo, alguém que dificulta a relação afetiva com outra pessoa), ainda pode ser alterado por nós:

* HUMILDADE, em vez de orgulho.
* TOLERÂNCIA em vez de impaciência.
* ACEITAÇÃO em vez de incompreensão.
* AMOR em vez de raiva, irritação.

Se estivermos com a CONSCIÊNCIA TRANQUILA, mesmo que tudo pareça estar errado, intimamente haverá o sentimento de felicidade, porque o dever que nos cabia foi cumprido. Esta é a felicidade possível na Terra, na atualidade.

Referências:

O Evangelho Segundo o Espiritismo – capítulo V

O Livro dos Espíritos – parte 4ª – capítulo 1

Muita LUZ!

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Vania Loir@ Vasconcelos

 

criado por rmleite    18:15:49 — Filed under: Espiritismo

2.4.07

ESQUECIMENTO do Passado

Muitos de nós gostaríamos de saber quem fomos, em outras vidas...

Teríamos sido reis ou rainhas, ricos, cultos, poderosos?
Teríamos liderado exércitos, feito grandes descobertas da civilização?
Teríamos vivido grandes amores, passionais, apaixonados?

Possivelmente sim, em algumas oportunidades encarnatórias vivenciamos situações parecidas. Mas avaliando superficialmente como a humanidade se divide hoje, menos ricos que pobres, mais ignorantes que cultos, menos bons que maus, podemos vislumbrar que estamos mais para ter sido cúmplices de crimes, ter passado e feito passar fome, dor e sofrimento, do que vivido o que nossos sonhos idealizam.

Deus é sábio. 
RECORDAR O PASSADO só nos traria INCONVENIENTES, muitos deles graves, pois tenderíamos à humilhação ou à exaltação do orgulho.

A recordação entravaria nosso LIVRE-ARBÍTRIO e acarretaria sérias perturbações nas relações.

Explicando...

O Espírito restabelece relações com as pessoas, retoma relações interrompidas na matéria pela morte, reencontrando afetos e desafetos.

Se reconhecesse a quem odiou no passado, poderia o ódio lhe despertar outra vez.
Se soubesse a quem ofendeu, sentiria humilhação em presença destes.
Se vislumbrasse quem lhe traiu, jamais aprenderia a confiar.
Se recordasse quem lhe abandonou, jamais lhe daria a oportunidade de fazer diferente.

E assim por diante.
Em contrapartida...

Se soubesse que o mendigo foi um filho, alimentá-lo-ia por obrigação, não só por amor.
Se lembrasse que a criança a adotar foi um inimigo, poderia desprezar a oportunidade redentora.
Se confirmasse que a futura esposa o traiu, jamais casaria e não tentaria recomeçar... 

Perderíamos assim maravilhosas chances de aprender a amar incondicionalmente.

Para evoluir, Deus nos deu o que necessitamos:
CONSCIÊNCIA e TENDÊNCIAS INSTINTIVAS.

Priva-nos do prejudicial.

Na
CONSCIÊNCIA estão gravadas as leis divinas (ou naturais), e através das constantes chamadas à realidade, que partem dela, sabemos definir o certo do errado, o bem do mal.

As TENDÊNCIAS INSTINTIVAS nos possibilitam saber onde podemos errar, e por conseqüência onde já erramos e deve ser nosso alvo de reforma íntima.

Para estudar o capítulo completo de onde se originou este post, clique:  
O Livro dos Espíritos - Parte II - Retorno À Vida Corporal - Esquecimento do Passado.

Muita LUZ!

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Vania Loir@ Vasconcelos

criado por rmleite    12:21:34 — Filed under: Espiritismo

23.3.07

ENCARANDO o sofrimento...

Costumamos tentar evitar o sofrimento, no entanto não é possível fazê-lo realmente sem antes encará-lo. E para isso é preciso refletir um pouco a respeito.

EVITAR significa desviar, fugir, impedir. Mas ENCARAR significa olhar de frente com atenção, analisar, estudar, considerar. Só evitamos aquilo que entendemos, sabemos do que se trata e para que serve, qual o fim, objetivo de existir. Como evitar algo que nem queremos ouvir falar?

A Doutrina Espírita nos fala da JUSTIÇA das Aflições. Assustamo-nos com isso, mas, considerando que Deus é perfeito em todos os seus atributos (eterno, infinito, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom), não agiria contrariando suas próprias virtudes, de modo caprichoso ou parcial.

Sendo BOM e JUSTO, Deus não nos puniria por algo que não fizemos. Assim, todo sofrimento tem uma causa, e seguindo o raciocínio da justiça divina, esta causa deve ser tão justa quanto justo é o efeito (sofrimento).

Sem dúvida podemos encontrar muitas CAUSAS ATUAIS, na vida em curso, que nos trouxeram dores, angústias, doenças, problemas. Analisando, veremos que muitas vezes somos os construtores de um hoje iniciado com decisões do ontem. Sofremos com um câncer de pulmão, mas fumamos 30 anos... Adoecemos com úlcera, mas odiamos até a morte... Adquirimos Aids ao preço do prazer desregrado e da traição...

Mas e quando nada poderíamos ter feito para impedir o que nos fere? O companheiro cego, o filho que tem doença degenerativa, a cor que gera racismo, preconceito? Sendo justos todos os sofrimentos, e não tendo eles causas na vida atual, a lógica nos diz que só podem ter CAUSAS ANTERIORES a esta existência. (Ou teríamos que negar Deus...).

O sofrimento muitas vezes é EXPIAÇÃO, em outras tantas é PROVA. Expiar significa vivenciar situação parecida à daquele que ofendemos no passado, para sentir o que ele sentiu quando o ferimos. E provar é demonstrar se aprendemos aquilo que acreditamos ter aprendido em teoria.

Entendemos assim, ainda que resumidamente, que podemos EVITAR o sofrimento trabalhando por melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente. E para isso é preciso antes ENCARAR o sofrimento, para entender porque ele se fez necessário em nossa vida.

Para completar este raciocínio, no PRÓXIMO POST falaremos um pouco sobre os motivos para o ESQUECIMENTO DO PASSADO.

Deixem suas opiniões, comentários e dúvidas.

Abraços!
Muita LUZ!

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Vania Loir@ Vasconcelos

criado por rmleite    16:19:41 — Filed under: Espiritismo

22.3.07

REcolocando a CANDEIA em cima do ALQUEIRE...

Um amigo me chama de ALPINISTA DO UNIVERSO porque luto pelo meu esclarecimento espiritual,  evoluindo lenta e incansavelmente, dividindo isso com meu próximo. Vivo tentando escalar o Universo!

Durante quase três anos, trabalhei com o VIAGENS FILOSÓFICAS, blog que serviu para a divulgação da Doutrina Espírita, bem como ponto de encontro com pessoas da net que tornaram-se amigos virtuais reais, os quais me levaram ao mundo das comunidades no Orkut.

Volto ao mundo dos blogs porque é preciso que a Candeia fique acesa em cima do Alqueire, como disse Jesus. E como há quem não acesse a Espiritismo Sem Melindres no Orkut, trago ao mundo dos blogs a idéia da comunidade.

Trataremos de temas doutrinários espíritas, esclarecimentos de dúvidas, trocas de idéias, perguntas de simpatizantes questionando a ótica espírita de temas gerais, bem como teremos textos, mensagens, frases, enfim, material para formar a idéia do leigo quanto ao Espiritismo, favorecendo ao espírita, fontes de conhecimento e possibilidade de reforma íntima.

Os textos dos três últimos anos continuam disponíveis no antigo Viagens Filosóficas.  Podem também me encontrar trabalhando no Orkut, na comunidade Espiritismo Sem Melindres.

E por fim, convido-os a compartilhar conosco de suas dúvidas e idéias a respeito da vida, da imortalidade do Espírito, do Espiritismo e de Deus. Contate-nos!

Em breve, novo post, já entrando nos assuntos do blog.

Abraços!

Vania Loir@ Vasconcelos

Interior do Estado - SP - Brasil

 * * *

Ah... para quem gosta de conhecer a face atrás da letra...

Esta sou eu!

 

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criado por rmleite    15:50:44 — Filed under: Espiritismo

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